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Projeto da Semana 8 Respostas | 1487 Visualizações

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Alisson

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Projeto da Semana
Online: 02 Out 2017, 17:11
Projeto da Semana #1

O Projeto da Semana é um periódico que visa apresentar e avaliar os jogos dos membros da comunidade, ou jogos de comunidades afora. Tanto jogos completos quanto projetos em desenvolvimento podem ser selecionados, no entanto o último precisa de no mínimo uma demo.



O projeto selecionado foi Wychwood, do membro BillyKharles. É um jogo de Terror/Mistério feito no RPG Maker XP.


Por AlissonWychwood conta a história de um estagiário de investigação que decide explorar por conta própria a floresta de Wychwood, que aparentemente é um local assombrado, de acordo com os rumores.
A história do jogo é curta e contada de maneira tênue. Ela consegue deixar o jogador confuso em certas partes, principalmente na introdução.
Os personagens do jogo possuem pouca profundidade, e me deparei com certas contradições em algumas de suas ações.

No jogo você explora o cenário procurando itens ou qualquer outra coisa que lhe permita prosseguir, isso enquanto é perseguido por certas criaturas que supostamente deveriam assustar o jogador.
Agora percebe-se o esforço na ambientação, O jogo possui uma seleção de trilhas que foram usadas sabiamente. O silêncio e liberdade de exploração certamente se destacam no projeto.

Os cenários possuem erros de passabilidade ou outros problemas de iluminação durante transições, mas nada que impeça o jogador de prosseguir.

Por CorvoMapeamento: Nota-se que o autor teve certo cuidado com os cenários. Porém, belos gráficos não são o suficiente para bons mapas. Além das falhas na passabilidade, há algumas incongruências na ambientação. Exemplos disso são as áreas de vegetação cujo terreno é demasiado limpo. Outro ponto a ser citado é a mistura de idiomas. O nome, possivelmente derivado do inglês - o que não é problema. Porém, uma vez que o jogo em si está em português, vários detalhes deviam ter sido traduzidos como um espalhafatoso "HELP" sanguinolento marcado no mapa.

Enredo e Jogabilidade: Temos aqui um típico terror norte-americano. O enredo começa mal por passar muito tempo na introdução. O jogo não é sobre um padre e um ritual satânico, é sobre um detetive investigando o assunto. Só se percebe isso após alguns minutos de jogo. Tratando-se da narrativa, não dizer do que a obra trata logo no início é um erro grave.

Há muitos infodumps* com informações que poderiam ser melhor utilizadas em outros momentos. É o erro comum de contar e não mostrar. As transições de cena do início ocorrem cedo ou trade demais. Não há construção de personagem, vale ressaltar. A jogabilidade é como a de RE onde as pessoas frequentam lugares dos quais, teoricamente, morrem de medo apenas para perder suas anotações e cartas esporadicamente. Como não poderia faltar, jumpscares despontam esporadicamente com variações na intensidade.

*"Vomitar" informação apenas para mostrar que ela existe.
« Última modificação: 13 Out 2017, 01:39 por Alisson »




Alisson

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Projeto da Semana #2
Resposta 1 Online: 13 Out 2017, 02:29
Projeto da Semana #2

O projeto selecionado foi Despertar de Aharoni, do membro Senaka. É um jogo de Ação/Aventura feito no RPG Maker XP.


Por AlissonDespertar de Aharoni chega a ser um jogo divertido, mas com o passar do tempo suas falhas começam a ficar mais evidentes.
Para rodar o jogo é necessário ter o RTP do XP instalado, o que me dificultou um pouco pois não tinha acesso ao XP no momento. Sem falar que é necessário instalar o jogo, e eu não sou muito fã de instaladores em jogos de RPG Maker por uma certa razão (isso é tão relevante quanto sistemas de loading que não carregam nada e só consomem tempo). Chega a ser inconveniente para alguns que não possuem permissão de instalarem o jogo em um computador público ou compartilhado também. De qualquer forma não chega a ser um problema enorme caso você esteja disposto a baixar dependências para rodar o jogo.

A trilha sonora do jogo não se encaixa muito bem. Muitas seleções não combinam entre si e, como um amante de trilhas sonoras, isso me decepcionou um pouco. O volume de algumas músicas está alto demais em comparação aos demais sons do ambiente. No entanto percebe-se um pouco de cuidado ao selecionar as músicas, então parabenizo o autor por isso.

A variedade de personagens é ótima de se ver, principalmente se o criador tomar o cuidado de desenvolver cada um deles. No entanto me incomoda alguns personagens tomarem ações ou falarem de maneira que não condizem com suas idades. Nota-se alguns erros de português aqui ou ali, mas nada que atrapalhe de entender.

O mapeamento pode ser melhorado bastante, existem muitos mapas com espaço mal aproveitados e certas falhas em passabilidade. A ambientação do jogo no entanto, está bem trabalhada e ajuda a compensar estes erros.

A história é confusa e é contada sem construção ou atenção aos eventos. É realmente difícil entender o que está acontecendo ou se identificar com qualquer personagem justamente por isso, e esse é um problema grave em um RPG, onde o foco principal é a interpretação de papéis. Existe muito diálogo que poderia ser completamente ignorado.

E falando em diálogos excessivos, isso é um problema para o sistema de batalha do jogo, visto que muitos diálogos em um jogo de ação não dão muito certo (Soul Reaver 2 é um belo exemplo disso).
O jogo possui um sistema de batalha hack n' slash. Eu devo dizer que fiquei um tanto decepcionado com os inimigos que derrotei. Alguns foram fáceis demais ou difíceis quando não deveriam ser. O balanceamento do jogo peca em alguns momentos, fazendo com que o jogo mude de um Zelda casual para um Dark Souls incomum constantemente.
Eu senti aquela falta de estratégia para derrotar os inimigos. Mesmo jogos com ação excessiva como God of War, Bayonetta, Drakengard 3 ou NieR: Automata possuem diversos inimigos que não podem ser derrotados apenas esmagando botões, e isso é o que senti falta nos inimigos. Uma inteligência artificial mais trabalhada cairia bem, o Xas é capaz de muito mais.
Mas isso não deixa o jogo menos divertido, pelo contrário. Ele é bem divertido, e para a maioria dos jogadores, isso é o suficiente.

Em uma conclusão, o jogo possui uma ótima proposta. Espero que as críticas aqui ajudem o autor a melhorar mais o jogo, pois ele possui bastante potencial.

Por CorvoO primeiro ponto a ser observado é o tamanho do projeto. São 138MB excluindo o RTP - do RPG Maker XP -  cujos arquivos ainda sim são necessários para o projeto. Não é preciso procurar muito para descobrir o motivo: sonoplastia. Somente a pasta Audio possui 70MB. Ignorando o tamanho, nota-se que a trilha sonora, em maior parte, está completamente fora da proposta do jogo. Não no ponto da construção e apresentação das cenas, mas no estilo mesmo. Além disso, há vários erros gramaticais nas mensagens do jogo.

Enredo: Joguei a DEMO por um bom tempo e logo percebi que não fazia ideia do que estava acontecendo. A introdução mostra uma cena que, até onde vi, parece completamente irrelevante para o início do projeto. Inclusive poderia ser considerada como parte de um roteiro completamente diferente do que o jogo apresenta.

Mapeamento e Jogabilidade: A HUD incomoda bastante pelo tamanho, problema que o autor já solucionou como apresentado no tópico. Há alguns bugs quanto ao ABS escolhido, onde o mesmo é desligado antes de determinada cena e não é reiniciado após a mesma, permitindo que o jogador transite em áreas repletas de inimigos sem poder se defender de seus ataques. O mapeamento pode melhorar. Há espaços vazios em todos os mapas ao mesmo tempo em que há áreas muito detalhadas. As falhas na passabilidade são poucas, porém existem.

Agora, gostei bastante das apresentações, especialmente da que se desenrola no bar/taverna. A animação dos personagens ficou bem trabalhada, simples, sem todos os malditos efeitos especiais que transformam uma caminhada em um videoclipe do Culture Club. Vale lembrar que o XAS também não é o sistema mais fácil do mundo em termos de personalização e parabenizo o autor pelo investimento no sistema.




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Projeto da Semana #3
Resposta 2 Online: 30 Out 2017, 20:28
Projeto da Semana #3

O projeto selecionado foi Miku in Wonderland, do membro Pititia12. É um jogo de Plataforma/Fantasia feito no RPG Maker VX.


Por CorvoPrimeiro gostaria de salientar que a criação de instaladores para jogos de RPG Maker é completamente desnecessária. Uma vez que o jogo tem 138MB, tê-lo deixando com a codificação padrão do VX seria mais prático para os jogadores. Se foi por proteção dos arquivos internos, não adiantou muita coisa.

A tela de título é bem trabalhada, embora o cursor seja relativamente lento. O que causa certa decepção ao iniciar o jogo. O sistema de plataforma utilizado não é muito bom, mas como foi feito no VX, creio que não houvesse melhores opções no momento. Agora, para o mapeamento não tem desculpa. O modo como o desenvolvedor organiza os gráficos e os mapas seria o suficiente para mascarar as falhas de passabilidade do sistema.

O roteiro não é o foco do jogo, mas apenas uma costura entre as fases. Logo, não falarei sobre ele. A sonoplastia está fora da proposta, além de ser responsável por mais ou menos 70% do tamanho do projeto - pra variar. Apesar disso, estava tolerável até a primeira fase após a torre, onde o jogo começa de fato. O jogador possui, literalmente, um MP4 para ouvir músicas aleatoriamente durante o jogo. Para que essa função ficasse aceitável, o jogo deveria ser um arcade puro e as músicas poderiam ao menos ter sido adaptadas.




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Projeto da Semana #4
Resposta 3 Online: 08 Nov 2017, 22:06
Projeto da Semana #4

O projeto selecionado foi Lenin - The Lion, criado por João Bueno. É um jogo de Drama feito no RPG Maker MV.


Por AlissonÉ notável o esforço que está sendo depositado neste excelente projeto. Sua introdução foi cativante e a trilha sonora está agradável.
Devo dizer que em algumas áreas o som de passos chegou a me incomodar, creio que devido ao volume ou simplesmente pelo som em si não combinar com o terreno. Mas em certos locais ele foi bem utilizado. O som das mensagens também incomodou um pouco.
Não exagero quando digo que a trilha sonora está realmente agradável. Combina com a ambientação e a proposta do jogo. Não posso dizer o mesmo sobre os efeitos de luzes, digamos que não está combinando com o estilo gráfico do jogo.
Eu joguei a versão em inglês e os textos foram bem elaborados, sem muitos erros, mas já não posso dizer o mesmo da versão em português.
No geral, vale a pena jogar. Seu enredo aborda um tema corajoso, aliás.

Por CorvoBaixei a versão da Demo em português e começo dizendo que alguns termos não foram traduzidos, incluindo o nome. Ao abrir o projeto já notei que o desempenho do mesmo está consideravelmente baixo. E não creio que o problema, nesse caso, seja o MV, mas a programação e o mapeamento do jogo.
          Os mapas interiores estão muito bons, mas os exteriores podem melhorar não só remodelando o ambiente como removendo alguns efeitos desnecessário. A iluminação dos postes, por exemplo, cria um efeito não tão perceptível e seu impacto no desempenho é imenso. Isso porque os mapas são relativamente pequenos. E falando em desempenho, quase me esqueço de perguntar se a tela de "Loading" (não traduzida, veja bem) é realmente necessária. Não é de hoje que alguns desenvolvedores implementam essa função em seus jogos simplesmente por achar que fazer o jogador esperar é legal.
          A caixa de mensagens do jogo está desalinhada com a caixa dos nomes dos personagens e os efeitos aplicados nos textos - somados ao lag - deixa alguns textos quase ilegíveis. E falando um pouco sobre a jogabilidade, não gostei muito de ficar andando de um lado para o outro nos mapas à pedido de dioneias e hienas. Os quebra-cabeças, no geral, precisam de uma melhoria.
          Mas vamos falar das partes boas: o roteiro e os recursos. Os personagens se expressam com um exagero óbvio, mas visto que isso faz parte da proposta do jogo, podemos considerar com um ponto bom. Os diálogos estão ótimos - dada a proposta - e a narrativa segue em uma linha clara. A construção de algumas cenas poderia melhorar, mas são detalhes que não atrapalham a experiência da jogabilidade. É raro ver qualquer tipo de tema ser abertamente comentado em algum jogo, não apenas no cenário do RPG Maker.
          A criação de recursos originais já demonstra grande profissionalismo do desenvolvedor. A qualidade dos mesmos não fica atrás dos de muitos jogos "profissionais". É um ponto que sempre gosto de parabenizar.
« Última modificação: 11 Nov 2017, 13:20 por Corvo »




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Projeto da Semana #5
Resposta 4 Online: 15 Nov 2017, 17:57
Alterações no Projeto da Semana

Quer ter seu projeto avaliado? Envie uma mensagem para O Avaliador contendo o link para o tópico do jogo! O envio da mensagem não garantirá a avaliação do seu projeto, mas aumentará consideravelmente as chances disso acontecer. Lembrem-se de que somente jogos completos ou com Demos serão avaliados.



Projeto da Semana #5

O projeto selecionado foi Sabrina, criado por . É um jogo de Terror feito no RPG Maker VX Ace.


Por CorvoComeço falando do tamanho. 11.5Mb para um jogo que utiliza todos os recursos externos é um tamanho excelente. É exatamente o que se espera de um jogo de RPG Maker. Joguei a versão em português e o termo "Slot" me incomodou um pouco. Uma única palavra que poderia ser substituída por "Arquivo" ou até mesmo "Espaço".

         O mapeamento e a ambientação estão muito bons - embora o áudio tenha ficado alto. Sobre a jogabilidade: os quebra-cabeças do jogo consistem nos típicos mude de mapa e pegue a chave. Uma escolha não muito boa em vista do cenário do jogo. A ação é o pior ponto, de modo a simular uma disputa de força, em várias cenas o jogador é induzido a destruir seu teclado. Há variações mínimas nesse quesito, porém a mecânica é idêntica em todas as cenas.

          O design geral é bom, mas a escolha das fontes nas opções das telas de Game Over e título poderia melhorar. A mesma fonte utilizada na logo não se encaixou bem dentro das janelas de opções. Na tela de Game Over, além da fonte, há um "Você perdeu" bem humilhante - e inútil - um pouco deslocado. O jogador saberá que perdeu ao ver seu personagem sendo fatiado.

          O roteiro é bom, apesar de seguir a linha industrializada do terror japonês - antes que alguém pergunte, isso é diferente de clichê. Porém, fiquei feliz ao ver que o autor não abusou de jumpscares nem de cenários escuros, o que mostra um bom domínio do roteiro, ele sabe o que está fazendo. A construção das cenas é feita com a velha muleta da trilha sonora, o que não é necessariamente ruim. Os diálogos, apesar de forçados, estão bons. Tida a índole do protagonista, acho que são válidos os seus monólogos.

         Finalizando: é um dos melhores jogos dos últimos tempos. São pouquíssimos os pontos negativos - embora a parte das teclas valha por cinco. Foi desenvolvido em um período de tempo relativamente curto e parabenizo o autor pelo excelente trabalho.
« Última modificação: 18 Nov 2017, 13:27 por ∞ »
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Projeto da Semana #6
Resposta 5 Online: 23 Nov 2017, 16:50
Projeto da Semana #6

O projeto selecionado foi Old Hero Saga, criado por . É um jogo de Aventura feito no RPG Maker VX Ace.


Por CorvoÉ impossível não começar pelos inacreditáveis 835.5MB do projeto. Escrevo este parágrafo antes de jogar o projeto, pois o tamanho cria imensas expectativas (fiz questão de pular até mesmo as imagens do tópico). Em termos de RPG Maker em geral, é um tamanho muito acima dos padrões. No caso do Ace pode até ser considerado um recorde. Com este tamanho, espero gráficos originais, músicas e até efeitos sonoros feitos sob medida.

          [...]

          Horas de download depois.
          Como esperado, 70% do tamanho do projeto são arquivos de áudio que, aliás, não são originais. Nota-se que o autor tentou reduzir as músicas, mas ainda encontramos arquivos com 8, 12 e até 14MB. Não haveria tanto problema se ao menos o áudio se encaixasse perfeitamente nas cenas, o que não ocorre sequer na tela de título. Esta, aliás, possui um design com excesso de detalhes e um layout de opções não muito agradável. E vista a tela de título, me decepcionei com o mapeamento. RTP, RTP, gráficos ripados nas batalhas e mais RTP. Para um projeto com tantos investimentos no visual (individualmente), todos os cenários ficaram sobrecarregados. Apesar disso, não apresentam erros de passabilidade, o que já é um ponto em favor.

         Uma centena de sistemas foi incluída no jogo. Alguns deles deixaram o menu relativamente poluído visto que o background do mesmo não colabora com a visualização das opções. E falando em menus, é preciso dizer que não houve uma preocupação em uniformizar o visual das cenas. Windowskin, opções, HUD, vídeos, log de batalha, imagens aleatórias, cada parte com seu próprio estilo gráfico. Curiosamente, não encontrei problemas no desempenho. Também observei que o autor se aproveitou de todos os recursos do RPG Maker VX Ace, as cenas são dinâmicas, embora alguns diálogos estejam forçados. A introdução* contém uma fileira de infodumps, logo essa narrativa me impediu de assimilar o enredo. Joguei por um bom tempo sem saber o que, exatamente, estava acontecendo. E repito: manter o nome do projeto em inglês enquanto seu conteúdo está em português é um erro grave. Aliás, alguns dos termos do jogo não foram traduzidos como é o caso da "Music ROOM", do Bestiário e da tela onde se salva o jogo.

          Um dos pontos que gostei foram os indicadores de objetivo. Pequenas imagens demarcando trajetos no mapa múndi que, por serem rápidas e claras, facilitam bastante a vida do jogador. Todas as alterações feitas mostram grande esforço por parte do autor para tornar seu projeto em um jogo memorável. Porém, uma vez que uma alteração é feita superficialmente, as mesmas passam uma sensação de desleixo, pois mostram que houve a intenção de melhorar certos pontos do jogo, mas não esforço suficiente. No mais é um projeto com bastante potencial e vale a pena jogar.
« Última modificação: 23 Nov 2017, 16:58 por Corvo »
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Projeto da Semana #7
Resposta 6 Online: 27 Nov 2017, 19:30
Projeto da Semana #7

O projeto selecionado foi Vallahar - O Trovão Real, criado por . É um jogo de Aventura feito no RPG Maker VX Ace.


Por Corvo124MB é um tamanho razoável para um projeto do RPG Maker Vx Ace. Porém, apenas os arquivos de áudio compõem 55MB, o que poderia ser reduzido caso o autor optasse por arquivos cuja qualidade fosse apropriada ao estilo do jogo.
         A tela de título já mostra uma bela desarmonia visual. Opções, fundo e logo em estilos diferentes. Seguindo sobre o visual do jogo, o mapeamento possui falhas consideráveis - não apenas visualmente. Apesar dos tilesets seguirem o mesmo estilo - o que geralmente nem é preciso citar - a ambientação está desordenada. Há espaços vazios junto de cantos excessivamente detalhados.
         As falhas no mapeamento que escapam ao visual são "gatilhos" para iniciar cenas durante o jogo. O autor força o jogador a passar por pequenos corredores para ativar os eventos, porém ele não considerou a consequência disso em seu sistema de batalha. Os inimigos não atravessam eventos, logo ficam presos nestes corredores permitindo que o jogador os atinja à distância.
        Quanto ao roteiro, nota-se que há um belo pano de fundo na história. Porém, o autor insere muitas informações desnecessárias e acaba tornando a narrativa lenta. Muitos dos diálogos e até algumas cenas completas estão forçadas. Quanto à sonoplastia, o estilo das músicas difere completamente do estilo gráfico do jogo.

Por MistyrolComeço a avaliação deixando uma dica valiosa para aqueles que estiverem interessados em jogar a versão de demonstração do projeto: leiam as informações do tópico antes. Digo isso pois o jogo em si não da nenhuma informação do enredo para o jogador, não deixa nenhum background da história e nem nada do tipo e, apesar de muitos jogos começarem dessa forma um tanto confusa, eles normalmente acabam explicando tudo posteriormente. Infelizmente, não foi o caso de Vallahar.

Não sei dizer se é a falta de informações ou se realmente peca nesse aspecto, mas o enredo do projeto acabou ficando 'raso' demais. A história segue uma linha e, de repente, o protagonista muda os seus planos como se os seus interesses anteriores não tivessem mais a mesma importância, ele é convencido fácil demais pelos demais personagens. Aliás, falando neles, seria interessante rever os diálogos — e revisar o português também não faz mal — para que eles não soem tão robóticos (vide o exemplo dos guardas na entrada da cidade, que simplesmente jogam informações na cara do protagonista).

Eu pensei em deixar isso de lado, mas eu acho que é muito importante dizer isso e merece um parágrafo separado: Hlín é uma personagem muito, mas muito bizarra. Além de ela ser um tanto submissa ao protagonista, eu não conheço uma pessoa que use a onomatopeia "hihi" em cada nova frase. Se eu conhecesse uma guria desse jeito, a minha única reação seria essa. Ajudaria muito mudar esse aspecto, tanto para ela não parecer uma psicopata, quanto para ajudar na representatividade feminina do jogo (que está bem fraca).

A jogabilidade é simples e cumpre o seu papel sem problemas. Os sistemas implementados não são cheios de frescuras e são visualmente limpos. A única coisa que eu sugiro nesse ponto é que o desenvolvedor reveja o nível de dificuldade das batalhas (vencidas muito facilmente), como também o drop rate dos inimigos — que é alto demais. Isso desequilibra ainda mais a proporção de crescimento do personagem, levando em consideração que não é difícil vencer as batalhas e ele ainda ganha itens sempre que derrota um inimigo.

O mapeamento é o ponto alto do projeto. Ele é limpo e bem ambientado (apesar de serem grandes demais em alguns casos), elementos bem distribuídos e coerentes. Contudo, é importante ajustar a passabilidade dos tilesets, porque na cena de introdução um vaca andou sobre as paredes da casa do personagem, e nas cavernas o protagonista encarna Gzuis Crixto e anda sobre as águas. Mas isso é só um detalhe facilmente ajeitado, os mapas em geral estão ótimos. Trilha sonora também está no ponto certo e compõe bem a ambientação. As músicas escolhidas são interessantes, combinam com os ambientes e as cenas, tá tudo bem certinho. Meus parabéns.

Finalizando, o projeto parece ter uma premissa interessante, mas precisa ser mais trabalhado. Não sei se o desenvolvedor está trabalhando sozinho no jogo ou não, mas se estiver, não tem problema em demorar um pouco mais para lançar algo se esse tempo extra for gasto para deixar o projeto o mais ideal possível. Acredito que com os ajustes ele vai, com certeza, ser um dos melhores projetos dos últimos tempos (já está bem a frente da média, devo dizer), eu vou acompanhar esse projeto de perto.
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Projeto da Semana #8
Resposta 7 Online: 05 Dez 2017, 18:57
Projeto da Semana #8

O projeto selecionado foi Steel Zeroes, criado por . É um jogo de Aventura feito no RPG Maker VX Ace.


Por CorvoPor não falar inglês fluentemente, não pude entender cem por cento dos textos do jogo, logo não seria justo que eu avaliasse estes pontos. Porém, tida a introdução e a sequência posso dizer que a narrativa segue bem. Sabe-se o que está - ou irá - acontecer já no início e isso é excelente. Também preciso dizer que há conteúdo levemente apelativo em todo o jogo, o que eu já não considero tão bom. Faz parecer que o jogo não é capaz de manter o jogador por si mesmo e é preciso uma muleta. Sobre os personagens, também não posso avaliar sua construção.

         Apesar de extremamente coloridos, os mapas estão harmônicos e bem ambientados. Percebe-se a preocupação do autor quanto aos detalhes. Não encontrei nenhuma falha, seja de passabilidade ou do mapeamento em si. O mais notável é a homogeneidade do design. Todos os menus, HUDs, imagens e etc estão em perfeita harmonia. Isso não é mais do que obrigação do desenvolvedor, mas em dias em que isso se torna raro é preciso elogiar. Os menus estão simples e objetivos, sem excesso de informações.

         Estou certo de que o autor não testou o jogo em computadores mais antigos, pois o desempenho de alguns sistemas deixa a desejar. Por exemplo, em determinado quebra-cabeças no qual o jogador tem de saltar pelo cenário, cada salto leva cerca de dois ou três segundos. Curiosamente, o contador de tempo do jogo não se atrasa tanto, deixando o problema quase impossível de se resolver.

         Quando digo que o pessoal escolhe músicas completamente fora do estilo do RPG Maker, não sobre a música propriamente dita que falo. Aqui temos um exemplo de como encaixar perfeitamente sua trilha no jogo: faça-a em 16bits! Principalmente se o seu projeto não abusa de gráficos avantajados - que ao meu ver, não combinam bem com a engine.

         Vejamos, 174MB para um projeto completamente original é aceitável. Recursos originais, um título em inglês quando o jogo realmente está em inglês, bela harmonia entre design, sonoplastia e ambientação...  :math: O único problema aparente é que o jogo não possui uma versão em português. Se você fala a língua do país na qual está divulgando seu projeto, não tê-la como opção revela uma relativa preguiça. Entendo que é complicado adicionar múltiplos idiomas no RPG Maker, mas aqui vai uma dica: Nunca se preocupe com o trabalho que vai ter, mas com a qualidade final do produto.
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Projeto da Semana #9
Resposta 8 Online: 12 Dez 2017, 07:17
Projeto da Semana #9

O projeto selecionado foi Annomalya, criado por . É um RPG feito no RPG Maker MV.


ENREDO: 1,5Por Corvo: O velho problema de não saber o que se passa é forte aqui. A introdução não ajuda muito, pois mais parecem informações avulsas que complementos do enredo. A participação de um "narrador" para dar sentido à alguns pontos é boa, mas não muito bem trabalhada.
Por Mistyrol: Eu confesso que ainda não entendi qual é a premissa do projeto. Quando comecei a testar a versão de demonstração, tinha a expectativa de ver o enredo se desenrolando aos poucos, levando em consideração que não existe nenhum background, nada que dê um objetivo aos personagens no começo do jogo. Contudo, as informações são jogadas ao vento, o enredo é previsível. No final das contas, o que vi foi a história se transformar naquele velho clichê do protagonista pacato que é, de uma maneira inexplicável, o único que pode salvar o mundo.

PERSONAGENS: 3Por Corvo: Os personagens possuem uma boa base, mas nenhum desenvolvimento. Embora suas personalidades estejam definidas, não há profundidade em suas ações ou diálogos.
Por Mistyrol: Eu já vi muitos sets de personagens por aí, alguns bons e outros nem tanto. O problema com Annomalya é que eu não consigo encontrar a posição certa para encaixar os personagens. Gary é o personagem com o maior potencial para se desenvolver durante o enredo, e confesso que dei um ponto a mais por causa dele. Os outros personagens ficaram rasos demais, aceitam as coisas impostas a eles sem sequer pensar, são apáticos. O grupo vai até a casa de Josh e sequer estranham o lugar, eles são robóticos e sem vida demais para que possamos criar uma relação, nos apegar à eles.

MAPEAMENTO: 4,5Por Corvo: Passabilidade e tamanho são os maiores problemas. A maioria dos cenários fica vazia enquanto pequenos cantos são sobrecarregados, alguns mapas são demasiado limpos como é o caso da área externa da cidade.
Por Mistyrol: Apesar de os mapas estarem grandes demais, da para perceber que o básico de ambientação foi aplicado. Mesmo que haja uma grande repetição desnecessária de alguns objetos (muitos armários, muitas mesas, muitas cadeiras, muitos faróis) da para aproveitar a estrutura (diminuindo-a, é claro) dos ambientes e melhora-los apenas fazendo isso. Também é preciso rever a passabilidade dos objetos, pois ora é possível andar sobre o sangue no chão, ora não, sem contar que é possível andar sobre o espelho da casa de Josh.

INTERFACE: 1,5Por Corvo: Não há modificações exceto por um calendário que não se encaixa muito bem no estilo do RTP.
Por Mistyrol: Os elementos de UI do projeto são inexistentes, exceto pela HUD de calendário que fica no canto superior direito da tela (que, inclusive, é grande demais e só atrapalha em alguns momentos). Contudo, a imagem da tela de título é bonita (apesar de ser representada por um personagem do sexo masculino, quando o jogo tem a premissa de ser gênero livre), e o padrão do MV não é tão ruim assim, se for bem aproveitado.

JOGABILIDADE: 3Por Corvo: Focar a jogabilidade na movimentação é uma boa, porém precisa ser melhor desenvolvida. Adicionar pequenos efeitos visuais nas funções dos amuletos já seria um avanço. Entretanto não se deve esquecer do resto do jogo. As batalhas estão muito pouco trabalhadas e não existem outros pontos a serem avaliados na Demo.
Por Mistyrol: O ponto alto da jogabilidade são os amuletos. A ideia de dar habilidades para o protagonista é bem legal e, se for bem explorada, da para aplicar uns sistemas muito bacanas no decorrer do jogo. Entretanto, esse é o único diferencial, infelizmente. As batalhas são simples e padrões (inclusive, a batalha com aqueles trocentos zumbis foi bem cansativa e quase me fez deixar de jogar), não oferecem nenhuma dificuldade. Aliás, quando se está sob o efeito do amuleto e cruza com um zumbi, acontece um bug que me obriga a reiniciar o jogo.

TRILHA SONORA: 4Por Corvo: A sonoplastia foi bem escolhida, mas ocupa 77MB do tamanho total para  jogo. Além disso, as músicas não se encaixam muito bem em todas as cenas e outras são mais chamativas do que deveriam.
Por Mistyrol: Por ser um jogo de MV eu acho que o estilo musical mais trabalhado se aplica melhor. As músicas escolhidas foram boas, mas pela quantidade delas nos arquivos do projeto, eu esperava uma variedade bem grande, mas as cenas pareciam sempre as mesmas. Não sei se foram deixadas na pasta base do projeto, mas se for só para a demo, recomendo tirar.

NOTA GERAL: 2,5Por Corvo: Como dito pelo , 365MB é um tamanho considerável para qualquer jogo criado no RPG Maker - mesmo que utilizando o MV. Há muitos recursos não utilizados na pasta do jogo, não se notam modificações relevantes e há vários pontos a serem melhorados.
Por Mistyrol: Antes de mais nada, 356MB é um tamanho absurdamente grande para uma demo tão pequena. Confesso que eu tive a impressão de que tudo foi feito as pressas e sem o mínimo de zelo. O projeto não tem muito a oferecer no estado em que se encontra agora, mas tem o potencial de crescer se for reformulado e melhor estruturado. São muitos erros de português, termos em inglês completamente desnecessários, personagens com falas manjadas e uma história que é bem previsível. Resolvi deixar isso para o final, mas é muito importante rever esse ponto: a premissa de fazer um jogo de gênero livre é maravilhosa, poder escolher entre masculino e feminino (apesar de ser uma limitação, eu entendo que seria muito difícil deixar mais abrangente que isso) abre um leque de possibilidades para o enredo. Entretanto, reveja as falas do personagens e até mesmo do sistema, pois eu joguei com a personagem feminina e o jogo ainda me tratava como masculino.

Dadas as avaliações, o jogo foi categorizado como RANK E !

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