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O extraordinário é demais 5 Respostas | 173 Visualizações

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Revali

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    Vencedor CRM Awards - Melhor Projeto Vencedores do Protótipo Premiado

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O extraordinário é demais
Online: 06 Jan 2018, 18:49
Eis que temos dentro de nós uma paixão muito grande por desenvolver um jogo, então, no meio da caminhada para fazê-lo encontramos o RPG Maker, aquela ferramenta simples mas "poderosa" que impressiona qualquer um que nela bata o olho.

Começamos fazendo nossos projetos de maneira simples baseados apenas no material que a própria engine dispõe. Os dias vão em vem e depois de uma longa e divertida jornada de aprendizado(embora ela seja divertida muitos acabam desistindo por ser longa)  nos pegamos sendo capazes de fazer coisas extraordinárias na engine. Começamos então a querer fazer cada dia mais. Não nego que isso seja uma coisa boa, afinal assim podemos sempre evoluir mais e mais, porém, com essa sede de ser mais extraordinário a cada dia é de certo que uma coisa vai sair muito prejudicada no final da história: Nossos próprios projetos.

Quando iniciei meu projeto eu não era um maker experiente(embora já houvesse alguns anos de bagagem). Os mapas eram simples, os sistemas eram simples, os eventos eram simples, tudo era simples, mas funciona. Nos longos anos que se sucederam eu me peguei evoluindo cada vez mais e, nesse processo, me vendo sendo obrigado a também evoluir meu projeto para que este correspondesse exatamente ao nível das minhas habilidades que só aumentavam.
Resumo da história toda: Tanto fiz e refiz que estagnei a minha obra por quase mais de seis anos. Isso por si só já é lamentável, mas ainda há algo pior acima dessa estagnação: "Eu quero que seja ainda melhor, mas não consigo deixar melhor do que isso. O que vou fazer agora? Eu vou melhorar até fazer algo ainda mais incrível."

É como eu disse antes, querer melhorar nunca é algo ruim, mas acabei aprendendo do pior modo possível que é preciso ter um limite e saber se focar no essencial.

Quem acompanha o projeto há muito tempo já deve ter percebido a quantidade de logos que ele já teve. Só as que cheguei a "oficializar" provavelmente foram umas 5/6. Se posso dar um exemplo do que estou falando, usarei a logo como. Por todos esses anos estive sempre inconformado com ela, sempre querendo que ela fosse mais incrível e sensacional. Terminava uma logo e já estava querendo alguma que fosse ainda mais extraordinária. Assim se foram  muitos dias apenas parado de frente pro Photoshop perdendo tempo útil querendo melhorar algo que já supria o essencial há muito tempo.

Enfim, depois de tantos tapas na cara, comecei a me dar conta que era meu projeto que estava saindo prejudicado nessa loucura toda de querer sempre mais. Atualmente tenho me focado em fazer o essencial mas me dedicando em fazer aquilo que sei com carinho e capricho. Certamente já se tornou a fase mais produtiva do meu projeto já que, ao focar no essencial automaticamente nos focamos em ir pra frente e não em ficar retocando infinitamente aquilo que já foi feito.

Acho que esse é um assunto interessante de se debater, é sempre bom compartilhar experiências para refletirmos nas nossas próprias. O que pensam a respeito? Devemos de fato focar no essencial, corrermos atrás do extraordinário ou fazer uma balança entre os dois?

Musiquinha pra nós
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Fora o essencial o resto tudo é vaidade.
« Última modificação: 06 Jan 2018, 18:53 por Revali »

Zaggojhon

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O extraordinário é demais
Resposta 1 Online: 06 Jan 2018, 19:17
É uma coisa um pouco triste de admitir sim. Mas o extraordinário é demais mesmo.
Ainda mais quando falamos de uma obra nossa. Algo que você quer que te represente pra sempre. Não quer que seja qualquer coisa. Lembro de 2014, lá na Mundo RPG Maker apresentar umas músicas toscas pra galera com um nick impronunciável. Nessa época, eu sempre queria fazer melhor e melhor, enquanto eu nunca abandonava aquela música. Algumas pessoas chegaram a denunciar meus tópicos, porque eram praticamente a mesma coisa, botava versão 1, versão 2... Pra mim eram versões muito extraordinariamente diferentes, mas pros outros era só double post :p
Mesmo achando que melhorava a cada versão, nunca lancei uma definitiva. Nunca fiquei satisfeito com nenhum progresso.
Na minha cabeça, aquela ia ser a maior música de todos os tempos heaheh que moleque xD
Até que um dia, com uma versão um pouco melhor, fui mostrar para um entendido de música, que escutou e disse:
"Oh, essa música é sua? É para usar em quê?"
Eu disse que era para o meu projeto de Rpg Maker XP, e ele disse:
"Sei lá, mais ou menos. Essa música não é meu estilo. Mas eu queria ouvir mais coisa sua pra ter certeza no feedback"
Não tinha absolutamente mais nada pra mostrar. Tinha passado quase um ano naquela música. Concentrando toda a minha criatividade nela. Foi aí que tomei o maior esporro da minha vida. Ele me disse uma coisa que guardo bem:
"Músico em terra de maker é dinossauro. Dependendo da sua determinação você pode sobreviver ou ser extinto."
Foi aí que eu percebi que a gente não pode endeusar tanto nossos trabalhos. Não vai ser uma música apenas que vai me representar, mas o conjunto delas. Isso aí me deu um gás na alma. Me desapeguei daquela e resolvi produzir mais coisa.
Daí me aparece esse cara, ;)
A próxima música que eu faria seria essa. Uma das melhores que eu já fiz. Não obstante, parti para vários projetos com toda a força. Me chamavam de "papa-projeto", porque sempre aparecia na área de equipes pra ajudar alguém.
Só daí passei a gostar dos meus trabalhos e as pessoas a gostarem dos meus. Fiz algumas músicas que nem imaginava fazer, vide essa e essa.
Talvez algum dia eu possa quebrar a cabeça em algo "extraordinário". Mas até lá ainda tem muito chão pela frente.
E VAMO QUE VAMO o/
« Última modificação: 06 Jan 2018, 19:28 por Zaggojhon »
e.e

hategum rpg

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O extraordinário é demais
Resposta 2 Online: 06 Jan 2018, 20:00
Acho que a excessividade pode atrapalhar, muito detalhamento acaba dando a impressão que o projeto não saiu do lugar ou foi pra frente. O foco é importante pra tarefas pequenas, usar o foco para tarefas a longo prazo é enjoativo e cansativo.

Ficar refazendo as coisas é muito :

 “insanidade é fazer sempre a mesma coisa várias e várias vezes esperando obter um resultado diferente”

Boa sorte com o projeto e paciência também é importante  :blink:
 

Corvo
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O extraordinário é demais
Resposta 3 Online: 06 Jan 2018, 22:37
Comigo é ao contrário, quanto mais aprendo mais me afasto do RPG Maker. Não sei bem o porquê, sempre achei mais divertido usar a engine quando não conseguia tirar um inimigo do cenário depois da batalha. Nada me dava mais prazer que mapear uma versão em 2D do Minecraft e ver meu personagem - cujo nome sequer alterava no database - zanzando sem rumo por ali.  :derp:

Mas entendo o problema. Estou reescrevendo meu livro pela décima quarta vez (sim,14º) e hoje só quero terminar pra ficar livre logo. Mas ainda não tenho previsão, estou preso do "Tear de Penélope", tudo que faço durante o dia, apago à noite para poder refazer. Perfeccionismo é bom até certo ponto, além dele é a morte de qualquer obra. Hipocrisia minha dizer que "vai chegar o momento em que você vai ter de parar de arrumar e deixar ir".

Loneliness

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O extraordinário é demais
Resposta 4 Online: 07 Jan 2018, 03:34
Eu lido com esse problema há anos.
O meu exemplo é uma fanfic de minecraft que comecei quando tinha oito anos: ainda não terminei de escrever. Nunca cheguei no final dela, apesar de ter a história bem clara na cabeça. Minha sede por sempre entregar algo bom pros meus leitores (ainda mais por se tratar de uma categoria muito subestimada e mal vista por culpa da fandom) não me permitia chegar nesse final. Eu estou reescrevendo essa joça até hoje, e desde que entendi que esse meu perfeccionismo está estragando uma obra que já atingia seu essencial, o melhor que eu podia oferecer na época, parei de retornar milhões de vezes nos capítulos pra reescrever. O máximo que eu faço é corrigir os erros de ortografia antes de lançar mais um capítulo ao mundo, mas nada mais.

A mesma coisa eu decidi fazer com os meus projetos de rpg maker. Quase 400 horas na Steam (não contando com as horas em outros makers, os dias que eu fiquei apenas em outros programas, e os dias em que eu tinha maker pirata) e NENHUM projeto concluído.
Eu sempre queria fazer bonito no meu primeiro projeto, sempre queria ter algo extraordinário pra mostrar (até pq eu tinha, e ainda tenho, um medo danado de flopar). Acabei nunca concluindo nada.
Decidi que vou apenas seguir a estrada, e apenas voltar para arrumar algo caso seja muito importante, e não apenas capricho da minha cabeça, sedenta por ser a melhor. Graças a isso, consegui avançar no meu main project e, se tudo der certo, logo dou as caras com ele por aqui.

Manec
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O extraordinário é demais
Resposta 5 Online: 08 Jan 2018, 22:07
Acho que todos vão se identificar com isso, ou pelo menos deveriam. Acho que esse demasiado perfeccionismo está ligado diretamente à necessidade que sentimos de produzir o que consumimos. Veja desse modo: Joãozinho desenha muito bem. Ele é fã de Pedrinho, que desenha muito melhor do que ele. Por ver que os desenhos de Pedrinho são melhores, Joãozinho concluiu que os seus são ruins. E é assim no mundo maker. Às vezes entramos por aqui, vemos projetos muito melhores e acreditamos que devemos fazer algo daquele jeito, mas "daquele jeito" nunca vai ser alcançado, porque os projetos são diferentes. Às vezes, aquela imagem bonita que vemos em um projeto não se aplique na simplicidade do nosso. E o que fazemos? Tentamos mudar a identidade visual pra fazer algo "à altura", e no fim, não gostamos, nos frustramos e largamos de lado a ideia. Acho que é daí que surge uma parte dessa "necessidade".

Agora, se vermos por outro lado, há um carinho demasiado. Sempre queremos evoluir a obra, mas no fim, não evoluímos nada. É como escrever 300 páginas e querer mudar o ritmo da narrativa, porque achamos que está ruim. Às vezes, nem está ruim, mas é diferente dos textos daquele autor superinteressante que apreciamos.

Enfim, acho que todos nós nos identificamos com esse tópico.  :coffee:
A maior ignorância que se pode ter é menosprezar a imbecilidade do próximo. E a segunda maior é subestimar a sua própria. A terceira e a quarta são o perfeito oposto disso. Claro, ninguém pode ver através da alma.

 

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