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Os Onze Sabores da Frustração with Bennett Foddy

Iniciado por Geraldo de Rívia, 20/03/2018 às 07:32

OS ONZE SABORES DA FRUSTRAÇÃO
with Bennett Foddy


Se você não mora dentro de um pote, com certeza já de separou ou no mínimo ouviu falar do excêntrico e epidêmico jogo Getting Over It With Bennett Foddy. O título longo se trata de um jogo em que você controla o carismático Diógenes, personagem inspirado no filósofo grego Diógenes de Sinope, um rapaz de semblante frio e imutável, despido e com o corpo do abdômen para baixo enfiado em um caldeirão preto, portando um martelo de duas mãos, através do qual você irá avançar pelo cenário. Realmente não é uma descrição com que nos deparamos todos os dias, mas afirmo que faz jus ao jogo, que ao longo do progresso o acompanha com discursos filosóficos sobre perseverança, resiliência e frustrações.


Frustrações essas que são objeto de estudo do filósofo e ex-professor de bioética da Universidade de Oxford. Durante sua carreira como desenvolvedor, Bennett Foddy criou inúmeros jogos - que podem ser encontrados em seu site Foddy.net - que exploram as diferentes frustrações que um jogo possa causar. Foddy afirma que joga games fantasiosos desde os três anos e não está mais interessados em títulos assim. Hoje seu objetivo como desenvolvedor é o realismo de baixa recompensa, o que é o que muitas vezes recebemos na realidade. Ainda segundo ele, jogos que não impõem algum tipo de frustração são meros programas, que somente executam o que o usuário deseja, não impondo nenhum obstáculo ou desafio nisso.

Tal como os trabalhos de Foddy, muitos outros jogos extraem nossas frustrações, principalmente para que nossa recompensa depois tenha um gosto mais doce. Assim são os games de dificuldade amarga, que nos fazem comer o pão que o diabo amassou para obter algum progresso, e quando este vem, o agarramos com maior estima do que se ele estivesse vindo mais facilmente. Pode parecer abstrato, mas a frustração pode ser um motivador interessante para influenciar o jogador a progredir e tentar novamente, ou mesmo para trabalhar em conjunto com outras mecânicas. Dito isto, Foddy listou onze modos em que a frustração pode aparecer nos jogos, estes quais conferiremos aqui.

[box class=plainbox]1 - Quase lá, mas não o bastante[/box]

Sabe aquele momento em que você quaaase consegue algo? Que você joga e se esforça por um longo caminho, cautelosamente ou nem tanto, e quando espera chegar no fim e receber seu troféu... Pah! Você não consegue. Aquela corrida de Enduro em que você corre muito bem, ultrapassa dezenas de adversários, e quando resta um único, o dia acaba e a corrida termina para você.

Em Enduro, de 1983, você deveria passar 200 carros no primeiro dia. Caso conseguisse, o jogo te premiava com uma musiquinha maneira e teria a chance de ultrapassar outros 300 no dia seguinte, repetindo isso infinitamente.



[box class=plainbox]2 - Começar de novo[/box]

Às vezes o problema não é somente em ter chegado tão perto, mas sim em ter que percorrer todo o caminho novamente, começando de novo. Sem checkpoints, sem passwords, sem salvamento. Tá vendo aquele pontinho lá atrás de onde você partiu para iniciar sua jornada? É isto mesmo, para lá que você voltará agora. E pior, às vezes é isto que recebemos ao terminar um jogo, um simples "parabéns por ter concluído este game, agora volte e faça isso novamente".

[box class=plainbox]3 - Lá e de volta outra vez[/box]

Também há o caso em que recomeçar não é frustrante o suficiente. Você deve começar e refazer tudo o que havia feito, pois todo o progresso até então obtido é apagado. É como aquele momento em que você resolve explorar algum canto de mundo em algum JRPG, enfrenta todas as batalhas, os tantos inimigos ocultos que existem no caminho, para chegar lá e não ter nada, e ter que voltar por todo o caminho, combater novamente outros tantos inimigos, para chegar a um local em que você já estava. A troco de quê? Isso mesmo, nada.

Em A Sétima Saga, de 1993, as batalhas acontecem aleatoriamente, sendo pouco provável esquivar-se delas. Porém, o jogo possui vários baús com bons equipamentos escondidos em alguns cantos de cavernas.



[box class=plainbox]4 - Ainda estamos nisso?[/box]

Eis que você é perguntado se aceita escoltar um velhinho até a vila vizinha a troco de cinquenta moedas de ouro. Ora bolas! A vila vizinha não deve ser tão longe e esse valor é um bom pagamento. Porém, depois de cruzar a floresta, passar pelo rio, subir e descer a colina, passar no píer, pegar a jangada e atravessar o pântano, você ainda não chegou. Como isso está perdurando! E parecia mais divertido quando a vila parecia ser mais perto. Pois esta é a frustração em estender demais algo que você esperava que seria curto e rápido.

[box class=plainbox]5 - Ir a lugar nenhum[/box]

Como bons exploradores, sempre aproveitamos a grandeza dos cenários para pegar tudo o que ele possa fornecer. Aquele longínquo e distante monte que parece ter o formato de um rosto, que tem uma pedra em outro formato peculiar. Muito provavelmente, sobre aquela pedra, há um item interessante. Não haveria porque fazerem um lugar único como aquele à toa. E então você, curioso e destinado que é, percorre um caminho maior do que percorreu escoltando o velhinho e chega lá. E o que tem lá? Isso mesmo, mais uma vez, nada.

The Legend of Zelda - Breath of the Wild, de 2017, possui um dos maiores mapas exploráveis já vistos. Felizmente, a maioria dos lugares propícios à curiosidade te recompensam de alguma forma, pelo menos, com uma bela paisagem.



[box class=plainbox]6 - Lá não é permitido[/box]

Ah, mas o caso anterior não é o maior problema. Há aqueles jogos em que os lugares bonitos e instigantes também existem, mas não há jeito de chegar até lá. Ou talvez há jeito sim, você vê um caminho pelo qual poderia passar tranquilamente, mas existe... ham... uma parede no meio do caminho. Invisível, convenientemente. Também há casos em que avistamos algum item aparentemente muito interessante, tanto que somos movidos a ir até ele pegá-lo. Mas não é possível. Há gente bloqueando o caminho, há uma parede, está alto demais. Será que vou recebê-lo em algum momento? Ou será que vou conseguir pegá-lo em algum momento? Ou talvez tenha um jeito de pegá-lo e eu não saiba? Será?

[box class=plainbox]7 - Outros conseguem, mas eu não[/box]

O que é mais frustrante do que termos que admitir sermos pior do que alguém em algo? Reconhecer nossa falta de habilidade e aprender a lidar com o fato de que tal pessoa consegue fazer algo e você não, por mais que treine. Muitas coisas na vida podemos justificar como sendo falta de habilidade, coisa que você adquire com muito treino e persistência, mas há alguns jogos que definitivamente não é para nós, e por mais que tentemos, não progredimos o quanto queremos.

Katarina é uma personagem de League of Legends que guarda amor de umas pessoas e rancor de outras, por ter um comportamento ameaçador, ter uma jogabilidade considerada fácil e um poder alto. Apesar disso tudo, eu particularmente, jogando com ela não represento perigo para o inimigo T-T



[box class=plainbox]8 - Não saber dar o primeiro passo[/box]

Alguns jogos são tão vazios que a ausência inicial de informação deixa o jogador perdido, sem saber em busca de quê progredir ou mesmo que caminho tomar. Ao passo disto, outros despejam tantas informações que o jogador não sabe a qual dar prioridade. Outros buscam uma sofisticação tão alta que não entendem que, novo naquele mundo, o jogador não saberá o que fazer e precisará de um guia inicial. Ou talvez até exista o guia inicial, mas "tutorial? Eu não preciso de tutorial". O fato é que a primeira coisa que falamos quando iniciamos o jogo é dizer: "O que eu tenho que fazer aqui?".

[box class=plainbox]9 - Eu cheguei aqui, mas... meu oponente também[/box]

A vitória talvez seja o mais recompensador dos sentimentos que um jogo possa proporcionar. Sentir que seu trabalho duro e consistente mostrou-se real ao sobrepujar o adversário. Ou talvez a derrota é que não seja tão ruim, afinal ela é a prova que precisamos e devemos treinar mais, nos esforçar mais. O problema mesmo está no empate. Você foi bom, mas não melhor do que ele. E ele errou, mas não o bastante para perder. O empate enche seu interior de um sentimento que não é a alegria da vitória ou a tristeza da derrota, é um sentimento... frustrante.

[box class=plainbox]10 - Já nos vimos aqui antes[/box]

Semelhante a algumas frustrações que vimos antes, esta também consiste em refazer o mesmo que já foi feito, mas não uma ou poucas vezes, mas constantemente. É algo que se torna tão comum e tão inerente ao que queremos, que aos poucos o sentimento de frustração vai diminuindo e começamos a repetir este processo mecanicamente. Como acordar cedo, pegar o metrô lotado, ir ao trabalho estressante e depois voltar para a casa.

Os jogos caminham na direção em variar nas experiências que podem proporcionar. Proporcionar surpresas e situações diferentes ao jogador a cada vez que ele realiza algum feito, não importando se já o fizera antes. Mas aqui não. Toda vez que você abrir aquela porta, atrás dela haverá a mesma caveirinha que já te empalou trocentas vezes, afinal, em se tratando de frustração, Dark Souls não pode ficar de fora.

A trilogia Dark Souls é lembrada como a dos jogos mais difíceis já criados, e com isso, mais frustrantes.



Em um universo onde cada vez mais queremos ver os jogadores satisfeitos, se sentindo únicos e poderosos, entregá-los o sentimento contrário pode ser um choque para muitos. Mas nas palavras do filósofo que Bennett Foddy é, esse é o momento em que podemos extrair as melhores experiências, afinal, o que melhor que nos sentirmos realizados? Espero que essa matéria permita-lhes ver o fracasso nos jogos com outros olhos, não como um desencorajamento, mas realmente como uma nova chance de tentar. Ah, e tem somente dez sabores ao invés de onze? Acho que aprendemos algo sobre frustração hoje, hein?

[box class=calendar_today]Agora fica na mão de vocês: o que te deixa mais frustrado em um determinado jogo e qual jogo é esse? Você vê isso somente como um desânimo de continuar jogando ou é nesse momento que você quer mesmo tentar novamente e provar-se merecedor? Quais outras frustrações você já passou em jogos ou se lembra? Comente aí e continuemos esse papo.[/box]

Até a próxima!




21/03/2018 às 14:52 #1 Última edição: 21/03/2018 às 14:59 por ~Vici
Então essa é a famosa matéria do TioTaAí?

Que matéria bem elaborada e frustante de se ler, me fez lembrar de diversos jogos que me tiraram horas e horas me sacaneando haha
Mas para minha humilde pessoa, isso da até um aspecto especial para o jogo quando é bem trabalhado, como a dificuldade de Dark Souls,
aliás, é uma das coisas que eu mais gosto dos jogos (mecânicas, necessitar de certa habilidade, etc...) ~ Curto muito o estilo FPS por conta disso.


Apesar de nunca ter ficado em primeiro, morrer quando pego uma mira 8x ou o veículo quase sempre capotar, eu continuo jogando essa belezura:


Acho o jogo muito divertido e consegue me descontrair bastante


Citação de: King Gerar online 20/03/2018 às 07:32
Katarina é uma personagem de League of Legends que guarda amor de umas pessoas e rancor de outras, por ter um comportamento ameaçador, ter uma jogabilidade considerada fácil e um poder alto. Apesar disso tudo, eu particularmente, jogando com ela não represento perigo para o inimigo T-T
:e.e:


Ótima matéria, Gerar o/

Citação de: ~Vici online 21/03/2018 às 14:52
[...]Apesar de nunca ter ficado em primeiro, morrer quando pego uma mira 8x ou o veículo quase sempre capotar, eu continuo jogando essa belezura:
[...]

É vero. Na época em que redigi esta matéria não havia testado ainda, mas ultimamente ando jogando Fortnite, que é um tanto similar a PUbg. Também duvido muito que um dia chegarei a ser o único remanescente, as armas que gosto são as que menos sei atirar e o jogo sequer se encaixa em algum de meus gostos, mas eu sempre animo a jogar, óbvio que pela principal razão de não jogar sozinho.
Duvidava bastante desta... motivação, mas enquanto lia este conteúdo entendi que, realmente, talvez gostamos que quebrar a cara algumas vezes nos jogos e não estar sempre no controle.

Valeu pela leitura, Vici!  :ok:

Excelente matéria King Gerar!

Não conhecia o trabalho do filósofo e ex-professor de bioética da Universidade de Oxford Bennett Foddy. Valeu pela indicação! Muitos jogos... Fiquei frustrado em diversos jogo, mas desânimo de continuar jogando foram poucos... Alguns foram de fato uma provação como o Driver 2 do PSOne, por exemplo. Novamente excelente matéria! 

Driver eu lembro de ter jogado uma única vez na casa de um amigo, mas receio que eu não tinha concepção para saber o que era um jogo frustrante naquela época. Agora, a quantidade de jogo que eu abandonei depois de rodar horas e horas pelo mapa pois não sabia o que fazer... Puts, não tá no gibi.

Valeu pela leitura e comentário, mestre Bento!


Ótimo tópico, texto muito bem redigido.

Considero que algumas frustrações só vêm para agregar ao jogo. O tópico me fez lembrar de como foram as minhas primeiras experiências jogando Seiken Densetsu 3, um subestimado clássico pouco lembrado do insuperável Super Nintendo, e o quanto de longe era desgastante upar por causa da dificuldade e, dependendo do personagem que vc escolhia, acabava se tornando repetitivo e sem muito dinamismo as ações.
Ainda assim, lá na frente, quase no final do jogo e dependendo do personagem principal escolhido, vc topava com um bichinho chamado Black Rabbit. Kkkkk Dark Souls é ficha demais perto desse cara, uma pena que, como todo jogo, alguns glitchs faziam o desafio de lutar e derrotar esse chefe risível, mas se vc se aventurar a enfrenta lo tradicionalmente, prepare se para o que seria o combate mais difícil dos jogos da Squaresoft da época.
E, enfim, o elemento frustrante: ao vence lo vc ganha um Medalhão Moogle, que basicamente apenas transforma vc em um Avatar inútil, é um item sem qualquer importância no jogo. Mas a batalha para pega lo é tão épica e desafiadora que o verdadeiro premio é derrotar o bichinho.

Muito bom esse texto, Geraldo.

Citação de: Darkrafa online 15/04/2020 às 12:19
[...] O tópico me fez lembrar de como foram as minhas primeiras experiências jogando Seiken Densetsu 3, um subestimado clássico pouco lembrado do insuperável Super Nintendo [...]
Também considero Seiken Densetsu 3 bastante subestimado. A maioria conhece seu antecessor, o Secret of Mana, e sabe-se lá porque motivos o jogo posterior e, por isso, melhor é bem pouco conhecido. Inclusive, às vésperas do lançamento de seu remaster, Trials of Mana, eu voltei a jogá-lo, mas não fui muito longe. Mas realmente é um excelente jogo e tem muito o que ensinar pra gente, principalmente acerca de seu ABS que, pra mim, é o melhor do Super Nintendo. Adoraria tê-lo trago como exemplo nesse matéria também porque gosto de referenciar os jogos de SNes, mas até acho ele bem recompensador, até é uma qualidade que o torna tão bom pra mim.

Agradeço a leitura e o comentário, Darkrafa:ok:

Hm, provavelmente porque Secret of Mana veio pro ocidente, Seiken Densetsu 3 não.
Ainda não me habituei ao nome Trials of Mana, e apesar da ansiedade não estou tão empolgado pelo remake. Achei que ficou muito aquém do original.
Mas vamos ver, pegarei ele de qualquer forma.

Abraço, seu Geraldo :noel:

21/11/2023 às 17:58 #9 Última edição: 21/11/2023 às 18:46 por Evander
Adorei esse tópico. O problema dos jogos modernos é justamente o fato deles serem faceis demais, e nao darem trabalho nenhum de finalizar. Parecem mais uma novela do que um jogo, onde só ficamos assistindo o protagonista atuar.

É sério... Coisas como Baldur's Gate, que é aclamado como o melhor rpg de todos os tempos, é jogo, ou é novela??? Nao tem ação...nao tem nada a fazer, a nao ser assistir. Como que jogos assim geram tanto dinheiro aos produtores? O mundo está perdido.

Ah...que saudades dos jogos antigos...

Se ao menos fosse humanamente possível não se enjoar de jogar os mesmos bons jogos de antigamente, não sofreríamos com esses games modernos wue só tem gráfico, com criatividade zero.

Mas infelizmente o espírito humano busca sempre coisas novas, e esta é a verdadeira frustração dos jogadores modernos exigentes: A frustração de ver o que o capitslismo selvagem fez com os jogos modernos. Uma cópia de uma cópia de outra cópia.

Exemplo 1 de falta de criatividade: A Blizzard acertou em fazer Diablo 1. Aí veio a cópia 2, 3 , 4. Mas calma...já já vão lançar o 5, ...100, etc. Qual é... cadê a criatividade? A inovação?

GTA5? Entao existia o 1, 2, 3, 4?

Final Fantasy, ok terrm tido continuações, por se tratarem de histórias diferentes...personagens diferentes e gráficos melhores, ok...exceções há, mas é raro, e já passou faz tempo.

E quanto aos mobas? Todos os mobas, sejam dota, lol, hon, mlbb, etc? Isso é ainda pior, e a frustação segue outra verêda, onde ao invés de você ser sorteado com uma chance de 50% de pegar um time bom, vc é sorteado com uma chance de 0% de pegar um time bom caso não compre skins, e chance de 100% de pegar um time bom, caso compre skins... É o famoso pay to win.

Aí aparecem youtubers pagos pelas empresas fazendo lives de partidas solo, onde eles só pegam partidas fáceis com "sorteio" que lhes garante 100% de chance de pegar time bom, e centenas de expectadores seguidores assistem a tais lives achando wue o cara é o melhor jogador do mundo porque ele sempre ganha, e mostra isso ao vivo.

Alguns desses youtubers sao chamado de jogadores profissionais e participam dos campenonatos mundiais. Mas nao jogam nada.

Conheço jogadores wue estao lá embaixo, que nunca conseguem ganhar uma partida sewuer, que jogam bem melhor que esses youtubers.

Eu jogava moba, e carregava o time(jogando hon), mas antes de eu vencer a partida sozinho, meu time votava pra render. Todos os 4. Só pra nao deixar eu ganhar. Por que faziam isso? Porwue eu nao comprava skins. Porque eu jogava de graça. Entao o jogo colocava bots no meu time pra eu perder. Bots com IA e fotos de pessoas reais, usando um programa que simulava  a fala humana, pra fingirem serem pessoas jogando(era um programa predecessor ao moderno Chatgpt).

Pra quem nao sabe, o chatgpt foi desenvolvido no submundo da industria de jogos, pois viram que viram que isso gerava mais dinheiro pra eles. Afinal, fazer os jogadores gratuitos perderem direto gerava uma frustraçao neles, que lhes obrigava a continuar jogando por mais tempo, na vã tentativa de ganhar ao menos uma partida nawuele dia de jogo.

Pois todo mundo sabe que esse tipo de jogador de moba se enjoa se ganhar demais com partidas justas, pois nós jogadores de moba pensamos assim: " Ah. Ganhei cinco seguidas, entao eu sou bom. Estou satisfeito. Esse jogo perdeu a graça"... e com esse pensamento, a industria de jogos moba perderia esses jogadores talentosos.

A unica estrategia pra prender jogadores talentosos aos mobas é fazê-los perder, pois é isso o que traz dinheiro a tal indústria. Afinal, quanto mais jogadores online, mais propaganda e financiamento eles recebem.

A injustiça é lucrativa para as grandes corporações.

Eu já fui numa lan house uma vez e vi um garoto jogando dota, com uma lágrima escorrendo de seu olho. Ele tava sendo xingado? Estava frustrado? Se sentindo uma nada? Sim, estava. Mas estava preso ali, gerando lucro pra empresa. Coitado.

E os pais dessa geraçao? Nao percebem pelo que seus filhos estao passando? Nao veem wue esse sofrimento injusto com xingamentos constantes feitos por funcionarios dessas empresas usando o chatgpt sao bulling e assedio moral?

No dia que surgir uma geração de pais esclarecidos, essas empresas receberao tantos processos judiciais, que deixarão de existir.

Mas a ignorancia dos pais é uma benção às grandes corporações, que estimulam os cidadaos do mundo todo com estudo de péssima qualidade, filmes de má qualidade, políticos de má qualidade, cientistas de má qualidade, etc, pois quanto pior for a qualidade da cultura humana, menor será a visao desses pais modernos para perceberem o que acontece a seus filhos, que quando crescerem, se tornarao pais tao ignorantes quanto os deles o foram.

É por essas e outras que os americanos votaram em Donald Trump, e votarao novamente, pois a ignorancia e o gosto pela baixa qualidade sao as maiores moléstias da humanidade.

Pra nossa sorte, a espécie humana está sempre evoluindo, mesmo entre altos e baixos, e a tendência é melhorar. Um fao inconteste é de que um plebeu moderno vive com mais conforto e tem melhor educação do que um lorde inglês da era medieval. Isso é fato. Um homem pobre de um país de terceiro mundo com apenas o ensino básico incompleto leu mais livros do que um lorde inglês medieval culto o fez a vida toda, e seu conhecimento é confirmadamente superior.

Um pobre moderno tem acesso a hospitais, saneamento básico, televisão, veículos automotivos, viagens longas e rápidas, alimentação mais balanceada, energia elétrica, etc, ou seja, confortos que nem os reis medievais possuíam.

Sinal de progresso incontestável.

Mês passado nos Estados Unidos, o Facebook recebeu uma ação judicial coletiva de pais de vários estados, pelo fato de aquela empresa usar ferramentas de linguagem subliminar e outros artifícios psicológicos para manter as crianças e jovens presas àquela rede social, e o parlamento já está em pé de aprovação de uma lei que formule regras extremamente rígidas para coibir tais práticas.

Progresso... evolução social humana.

É nossa espécie ainda tem salvação, e gostamos de pensar que Deus está olhando.

Quem sabe um dia em breve as empresas de jogos também não comecem a sofrer sansões pelas práticas acima acusadas? Deve ser só uma questão de tempo...tenho fé.

Não conheci o Rpg Maker por querer!
Criando jogo de Yu Yu Hakusho, demo version por enquanto, download aqui:
https://www.4shared.com/rar/p-jLtaq6ku/Yu_Yu_Hakusho.html