Pena de morte para Brasileiros na Indonésia

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LegoIV

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Resposta 15: 31/01/2015 às 01:46

E querer defender/proteger essas pessoas só por "serem brasileiras" é uma puta hipocrisia imbecil...

Aposto que você vibra quando, em um filme, os soldados americanos resgatam os reféns.
Bom, aqui temos um problema de igual proporção - Condenar a morte um cidadão, seja de qualquer país, fora do seu país de origem é uma afronta diplomática.

Todo mundo aqui já deve ter visto os repórteres ingleses e americanos serem executados pela ISIS, bom, esses países deixaram bem claro que não negociam com terroristas. E o que aconteceu na Indonésia foi algo do mesmo nível.

Independente do crime que ele cometeu, independente das leis do país, ele deve ser julgado e condenado em solo Brasileiro.

hsznet

Resposta 16: 01/02/2015 às 13:49

Citar
Independente do crime que ele cometeu, independente das leis do país, ele deve ser julgado e condenado em solo Brasileiro.

Bem, se ele está em solo estrangeiro e ser acusado de tal crime, as leis se aplicam no país estrangeiro conforme são exigidas. Levar ele para solo brasileiro para ser condenado aqui não é a melhor opção.

thi

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Resposta 17: 01/05/2015 às 11:28 - Última modificação por thi em 02/05/2015 às 02:21

Sou à favor da pena de morte. Você se proteger de um assalto, por exemplo, poderia ser considerado como uma "pena de morte". Ou pena de morte pra alguém que intencionalmente matou um inocente. Esse assassino vai falar o quê pra se livrar da pena de morte, que matar é errado? - não seria, já que ele mesmo matou um inocente. Que ele se arrependeu? - bastar matar ele e se arrepender logo depois. Tudo isso é abordado num artigo chamado "A Abordagem de Estoppel".

Sobre este crime, sou contra a pena de morte. É um crime sem vítima, só há inocentes - exclusivamente no tráfico de drogas. Portanto, criminosos foram aqueles que mataram esta pessoa que não fez mal* à ninguém.

Sem contar que as drogas são fabricadas graças ao desejo dos consumidores. A lei não é mágica, o desejo continua. A diferença é que os consumidores terão de se arriscar mais - comprando drogas de empresas que não precisam manter uma reputação firme no mercado, afinal de contas ela é uma empresa "criminosa" e ela pode lidar com seus concorrentes através da violência - e os empresários terão menos concorrência, podendo subir o preço dos produtos.

Um resultado ainda posterior é um relativo aumento da violência nestes lugares -  como no brasil, que tem 60k homicídios/ano - e um desperdício de recursos nestes processos - portanto, maior pobreza.

* "mal" é definido por quem se envolveu com o traficante. Ele queria a grana, e a pessoa queria a droga. Ambos saíram mais felizes depois da troca. Se o comprador achasse que ele seria mais triste depois de comprar a droga, ele não compraria. Então ele achava que seria mais feliz. Do ponto de vista do traficante, ele achava que seria mais feliz com o dinheiro do consumidor.

Lucas Leite

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Resposta 18: 01/05/2015 às 13:04

Se você vai cometer um crime, no mínimo deveria saber o tipo de punição que receberá se for pego. A Indonésia condena à pena de morte quem pratica tráfico de drogas, portanto, não pratique tráfico de drogas na Indonésia se não quiser correr o risco de morrer. Os dois foram estúpidos, mereceram e agora já está feito, portanto, a imprensa deveria parar de encher o saco com presunto de ontem e voltar a falar de desgraças atuais, como de costume (é, eu não gosto da imprensa, caso não tenham notado).

Quanto ao que acho da pena de morte, para prevenção ela é inútil. A maioria dos criminosos não pensa que será pego, portanto, não vão temer uma pena de morte ou uma multa de 100 reais. Entretanto, ninguém que tenha sido executado volta para cometer mais crimes, então há uma vantagem inegável aí. E quanto ao ângulo dos Direitos Humanos... Existem umas 7 bilhões de pessoas no mundo. Se as autoridades se preocupassem em não ferir os sentimentos de cada uma dessas pessoas, as piores delas fariam do mundo um inferno para as menos piores. E quanto à família do bandido (ou qualquer que seja a preocupação dos "pró-vida")... Todos temos que viver com decepções em algum momento da vida. A morte de um ente querido pode ser superada.

Nandikki

Resposta 19: 31/05/2015 às 23:02

"Todos temos que viver com decepções em algum momento da vida. A morte de um ente querido pode ser superada."

Nesse caso a morte de um ente querido poderia ser evitada. Ferir sentimentos e ferir a vida são coisas diferentes.

Lucas Leite

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Resposta 20: 01/06/2015 às 07:18

Nesse caso a morte de um ente querido poderia ser evitada. Ferir sentimentos e ferir a vida são coisas diferentes.
Poderia ter sido evitada se as "vítimas" escolhessem melhor seu ponto de venda (ou melhor ainda, encontrassem um emprego honesto). Como não foi o caso e a Indonésia não atropela as próprias leis por razões diplomáticas e/ou mimimizentas, o jeito para a família é superar.
E, apesar de vivermos em uma sociedade de frouxos, ferir a vida sempre foi uma regra fundamental para a sobrevivência de um indivíduo. Só lamento o fato de a população ter essa mentalidade de "nunca reagir a assaltos" que vem facilitando tanto a vida dos criminosos. Eu mesmo já desperdicei a oportunidade de reagir a um assalto (com uma arma a centímetros de meu peito, coisa muito fácil de virar contra o agressor) e me arrependo até hoje de não ter baleado os meliantes na garganta e saqueado/mijado sobre seus cadáveres. :T.T:

Nandikki

Resposta 21: 01/06/2015 às 09:54

isas diferentes.
E, apesar de vivermos em uma sociedade de frouxos, ferir a vida sempre foi uma regra fundamental para a sobrevivência de um indivíduo.
Foi, quando nos comportávamos primitivamente. Hoje há o estado, instituição responsável por manter a ordem. Matar era uma regra fundamental para a sobrevivência selvagem, não vivemos mais em uma selvageria. E além disso, quem está apto a decidir quem deve ou não deve morrer? Quem decide isso? Assassinar uma pessoa é selvagem.

Lucas Leite

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Resposta 22: 01/06/2015 às 10:53

Foi, quando nos comportávamos primitivamente. Hoje há o estado, instituição responsável por manter a ordem. Matar era uma regra fundamental para a sobrevivência selvagem, não vivemos mais em uma selvageria. E além disso, quem está apto a decidir quem deve ou não deve morrer? Quem decide isso? Assassinar uma pessoa é selvagem.

A partir do momento em que um indivíduo comete um crime, ele está agindo conforme os modos selvagens da sociedade primitiva. Consequentemente, está se sujeitando a uma represália nos mesmos moldes.
Quanto a quem está apto a decidir sobre a vida alheia, depende da situação. Em casos de legítima defesa, acredito que o defensor tem todo o direito de decidir pela morte do atacante. Mas no caso em discussão neste tópico,  parece-me que o próprio Estado concluiu que a pena de morte fosse um bom modo de manter a ordem. E parece que o povo da Indonésia está aceitando, já que não aconteceu nenhuma guerra civil para salvar a santa vida dos pobres traficantes.

Nandikki

Resposta 23: 01/06/2015 às 10:57

Essa discussão vem se alastrando nesse tópico desde fevereiro desse ano, pois bem, faço questão de continuá-la.

É verdade que nesse caso o próprio estado, instituição responsável por manter a ordem, optou pela execução dos condenados. No entanto se deve perceber que a discussão desviou o assunto principal, não estamos mais falando de pena de morte na Indonésia, mas agora de um modo geral.

Matar alguém é agir primitivamente, e quando alguém o faz está sujeito a uma reação de mesma natureza, entretanto essa reação poderia se revelar mais civilizada.

Lucas Leite

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Resposta 24: 01/06/2015 às 11:34

Poderia ter sido mais civilizada,  mas não foi. E com razão: selvagem ou não, a lei não deve ser atropelada por razões paralelas como diplomacia, ou os sentimentos da família do acusado, ou sei lá que outras desculpas as pessoas inventam. Não entendi onde você quis chegar com essa última afirmação.

Ludo

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Resposta 25: 01/06/2015 às 11:57 - Última modificação por Akiyoshi em 01/06/2015 às 12:04

Quando se fala em pena de morte os moralistas sempre vem com a mesma frase "ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém" mas se esquecem que uma ou mais vidas foram tiradas, esse sujeito tem chances de se redimir sim, mas vai trazer a vítima de volta? Não! Nesse caso se não usar a pena de morte mas uma prisão perpétua sob trabalho duro e forçado com direito a uma pequenina parte da renda enquanto todo o resto seja destinado a familia da pessoa morta por ele. daí manda o criminoso escolher entre uma e outra.

Sou a favor da pena de morte para casos extremos como homicidio (quando há intenção de matar), espancamento de crianças e idosos, tráfico de drogas, entre outras coisas.

O trafico de drogas em sí financia a violência, as armas dos criminosos são compradas com isso certo?
Quem trafica causa desgraça para a vida dos usuários, mortes entre policiais e criminosos, mortes de traficantes   contra traficantes, enfim, é pior que matar uma única pessoa, é MATAR A LONGO PRAZO MAS EM MASSA

tem uma frase do Bolsonaro que me identifico:

Pena de morte não resolve 100% o problema da violência mas reduz muito, e se não reduzir pelo menos um criminoso morto não dá despesas para o trabalhador honesto e nem volta a matar?
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rafaelrocha00

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Resposta 26: 01/06/2015 às 12:38

eu adoro entrar em debates então aqui vou eu:
 não sei como começar,vendo o que vocês estão escrevendo(isso e sobre a indonesia ou a pena de morte?),sou totalmente contra o que esta acontecendo ai,provavelmente por ser do contra mesmo,ou supervalorizar a vida mas vamos la.
vocês sabem direito o que e a morte? pois parece que estou vendo apenas pessoas que viram a morte de filminhos de Tv,pessoas que se tivessem que matar não conseguiriam puxar o gatilho(eu entro ai também) a morte e bem mais que dor,ate agora só vi vocês usando a sentença de morte como vingança bárbara aqui,já esqueceram que as punições não são um método de vingança e sim um método de se redimir com a sociedade?
uma vez um jovem sábio das montanhas me disse "para podermos julgar alguém,teríamos que passar pelas mesmas coisas que aquela pessoa passou,e mesmo assim,a justiça não seria justa. " eu desafio qualquer um de vocês a sentar em uma cadeira e ver alguém ser executado.ou a puxar o gatilho,creio que a maioria evitaria,mesmo dizendo o que dizem.
não estou dizendo que tudo por que uma pessoa teve uma vida ruim que ela merece salvação,Mas se aquela pessoa comete um crime,e possivelmente terá mortos,matando-a você não seria melhor,apenas cometeria o mesmo crime que ele (Raito Yagame passou aqui pra dar um oi) o que a indonésia esta fazendo ai não resolverá nada em relação ao trafico,é uma afronta (se fosse a Dilma seria bem mais duro ai)as leis variam de pais em pais,mas isso esta ligado sim a diplomacia(se não eu poderia simplesmente criar uma lei mandando os outros países se danarem),e antes que me venham dizer que o cara sabia o que estava fazendo,e mesmo assim o fez, eu entro com o que LegoIV disse,eu suponho que vocês assim como eu tem uma boa vida,se não não estaria aqui debatendo isso na frente do PC,e que provavelmente vivem naquele mundinho onde tudo e separado por bem ou mal,isso não existe,(seus status serão decididos em que barriga você nasceu)isso e uma democracia,aonde o poder das palavras deveria ser o suficiente para resolver os problemas,o que infelizmente não acontece,temos que apelar para algo tão antigo e desesperado como a morte. como estamos agora falando no geral(eu acho) entra uma outra fala desse mesmo amigo meu (os seres humanos são seres emocionais não racionais) as pessoas que são mortas sendo inocentes passam de quase metade do total das execuções,quando a sociedade entro em um ponto a acreditar que a solução mais efetiva e a morte?? isso e desespero!
 bem acho que foi mais uma gritaria das minhas opiniões pessoais do que de debate em si,então ignorem se quiser(lembrando que não quis ofender ninguém,foi só minha opiniões,não levem tão a serio)agora a verdadeira questão,será que eu mando esse comentário? :será:

thi

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Resposta 27: 22/07/2015 às 14:13 - Última modificação por thi em 22/07/2015 às 14:15

A discussão é um pouco antiga, mas continua atual, principalmente no Brasil e EUA.

Se você vai cometer um crime, no mínimo deveria saber o tipo de punição que receberá se for pego.  A Indonésia condena à pena de morte quem pratica tráfico de drogas, portanto, não pratique tráfico de drogas na Indonésia se não quiser correr o risco de morrer. Os dois foram estúpidos, mereceram e agora já está feito, portanto, a imprensa deveria parar de encher o saco com presunto de ontem e voltar a falar de desgraças atuais, como de costume (é, eu não gosto da imprensa, caso não tenham notado).
Lucas, então se uma máfia falar que você não pode mais usar seu computador, e você usar, e a máfia te punir (roubo, sequestro, assassinato), então está tudo bem, já que você sabia desta lei mafiosa?

Nesse caso a morte de um ente querido poderia ser evitada. ...
Poderia ter sido evitada se as "vítimas" escolhessem melhor seu ponto de venda (ou melhor ainda, encontrassem um emprego honesto).
A produção, compra, venda e consumo de drogas são atividades "honestas".
Você considera as atividades como produção, compra, venda e consumo de uma cerveja como atividades honestas? Se você as pratica, sabe que não fere o direito dos outros ao fazer tais atividades exclusivamente. Porém os EUA, antigamente, proibiu tais atividades. Então um senhorzinho que toma um copinho de cerveja depois do serviço passa a ser um criminoso desonesto?

Antes de pensar em falar "apenas obeceça a lei", devo lembrar que no Brasil, antigamente, era proibido um escravo fugir de seu patrão. Caso fosse apanhado, poderia sofrer pena de morte. Obviamente que era proibido para um soldado nazista desobedecer ordens de superiores, como matar judeus.

Eu não tenho nenhuma richa pessoal, não me entenda errado! Estou apenas "comentando" este lado da moeda. Caso você esteja interessado, recomendo este vídeo, que é um tanto agressivo.
https://www.youtube.com/watch?v=9RU7nMEdnuw

E, apesar de vivermos em uma sociedade de frouxos, ferir a vida sempre foi uma regra fundamental para a sobrevivência de um indivíduo. Só lamento o fato de a população ter essa mentalidade de "nunca reagir a assaltos" que vem facilitando tanto a vida dos criminosos.
Caso você não tenha ferido a vida de outra pessoa, e sobrevive até o momento, você entre em contradição.
Porém não sou contra esta obrigação de reagir à assaltos. Prefiro mil vezes os EUA, onde, em média, a proporção de porte de arma pela população é quase 3000x (3 mil!) vezes à da poopulação brasileira. Uma vergonha pra política brasileira.

E além disso, quem está apto a decidir quem deve ou não deve morrer? Quem decide isso? Assassinar uma pessoa é selvagem.

Matar alguém é agir primitivamente, e quando alguém o faz está sujeito a uma reação de mesma natureza, entretanto essa reação poderia se revelar mais civilizada.
... Mas se aquela pessoa comete um crime,e possivelmente terá mortos,matando-a você não seria melhor,apenas cometeria o mesmo crime que ele (Raito Yagame passou aqui pra dar um oi)
Nandikki e rafaelrocha00, se este "assasinato" na verdade for uma punição, ou legítima defesa, não é selvagem.
Por exemplo, O bandido Bruno mata Joãozinho, e seu irmão, João, está com Bruno na mira de uma arma. Se Bruno aceita sua punição, ninguém pode interferir, já que Bruno concorda que ele deva morrer. Porém se Bruno não aceita tal punição, ele deve convencer João de que tal punição é injusta. Porém ele também não consegue convencer João disto. Você pode entender os motivos neste artigo: http://www.libertarianismo.org/index.php/artigos/pena-proporcionalidade-abordagem-estoppel/

... mas se esquecem que uma ou mais vidas foram tiradas, esse sujeito tem chances de se redimir sim, mas vai trazer a vítima de volta? Não! Nesse caso se não usar a pena de morte mas uma prisão perpétua sob trabalho duro e forçado com direito a uma pequenina parte da renda enquanto todo o resto seja destinado a familia da pessoa morta por ele. daí manda o criminoso escolher entre uma e outra.
...
tem uma frase do Bolsonaro que me identifico: pena de morte não resolve 100% o problema da violência mas reduz muito, e se não reduzir pelo menos um criminoso morto não dá despesas para o trabalhador honesto e nem volta a matar?
Sobre a pena, se não me engano no artigo acima ele comenta que, realmente, é defensável que se escravize um assassino. Ao tornar-se um assassino, este renuncia todo reconhecimento de vida e propriedade sobre os outros, logo, se outros não reconhecerem o direito do assassino à vida nem à propriedade (nem o direito de propriedade sobre o próprio corpo), ele não pode achar injusto sem cair em contradição.

Ainda neste artigo, se não me egano, é comentado como o sistema carcerário brasileiro é injusto. Se você for roubado, você pode não receber o dinheiro e ainda deve pagar pela "estadia" do criminoso na cadeia.  :hm:

Sobre os crimes que envolvem a produção, compra/venda e consumo de drogas, recomendo ver minhas respostas ao Lucas, e procurar alguns artigos relacionados. Tem bastante notícia sobre os EUA e Portugal sobre a descriminalização das drogas. Até mesmo os policiais que eram contra hoje reconhecem que estavam enganados.

... uma outra fala desse mesmo amigo meu (os seres humanos são seres emocionais não racionais) ...

Isso me lembrou de um livro que estou lendo, que vai contra esta ideia. Recomendo a leitura, caso se interesse.
Citação de: L.v.Mises-AçãoHumana-p.35-36-43-44-67
É mérito da psicanálise ter demonstrado que mesmo o comportamento de neuróticos e psicopatas tem um sentido, que eles também agem com o objetivo de alcançar fins, embora nós, que nos achamos normais e sãos, consideremos sem sentido o raciocínio que lhes determina a escolha de fins, e inadequados os meios que escolhem para atingir esses fins.

Ação humana é comportamento propositado. O poder que tem a razão de esclarecer, através de simples raciocínio, as características essenciais da ação é consequência do fato de que a ação é um produto da razão. Ação humana é necessariamente sempre racional.

O objetivo final da ação é sempre a satisfação de algum desejo do agente homem. Uma vez que ninguém tem condições de substituir os julgamentos de valor de um indivíduo pelo seu próprio julgamento, é inútil fazer julgamentos dos objetivos e das vontades de outras pessoas. Ninguém tem condições de afirmar o que faria outro homem mais feliz ou menos descontente. Aquele que critica está informando-nos o que imagina que faria se estivesse no lugar do seu semelhante, ou então está proclamando, com arrogância ditatorial, o comportamento do seu semelhante que lhe seria mais conveniente.

Ludo

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Resposta 28: 22/07/2015 às 16:39

Ao invés de um longo texto vou resumir o meu resumo resumido:

1 - O tráfico de drogas pode ser pior que um assassinato pois além de destruir vidas de viciados ainda financia as armas ilegais para criminosos tirarem mais vidas.

2 - Sou a favor da pena de morte para casos extremos e de comprovação irrevogável

3 - Não é desumano, é só uma medida para as pessoas pensarem melhor antes de cometer crimes. É tão simples como respirar, só não matar, nem roubar nem estuprar que não acontece nada.
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Nandikki

Resposta 29: 24/07/2015 às 10:47

Aprovar a pena de morte é como acabar com a sanidade do país. Se todos que contrariarem as leis hediondas forem mortos, o país estará perdido em um poço de insanidade. Isso porque a lei em si não punirá sozinha, mas um grupo a executará e, portanto, estaremos reféns de nossas próprias leis. Imagine que era legal torturar um escravo, imagine que era legal espancar mulheres, imagine que é legal discriminar pessoas não heterossexuais... e etc. Lei não é justa, é apenas uma ordem inspirada em costumes de uma sociedade ou na conveniência de um grupo.