Se a máfia for eleita como líder da nação, sim (embora eu provavelmente daria um jeito de sair do país se isso acontecesse). Caso contrário, sua analogia não funciona.
Mas então se estivesse na lei que um escravo fugitivo fosse ilegal, você ajudaria a deter um escravo fugitivo, caso pudesse?
Você sabe.. existiam alemães que ajudam judeus a fugir, mesmo que isso fosse ilegal.
Ontem um rapaz disse (em 3:56) para um membro sindical: "legalidade não é moralidade".
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2015/08/11.html#!v/4383965Caso queira saber mais sobre este ponto de vista, este rapaz faz parte do grupo libertarianismo, no facebook:
https://www.facebook.com/groups/libertarianismo/permalink/862435270500601/Considerando que o tráfico sustenta o crime organizado, não, não é uma atividade honesta. Eu sou a favor da legalização (acredito que o governo não tem o direito de controlar o que as pessoas consomem, desde que os únicos prejudicados sejam os próprios usuários), mas enquanto for ilegal, haverá criminosos se aproveitando disso, o que torna a coisa toda "desonesta." Sim, estou dizendo que o governo cavou a própria sepultura e recusa-se a sair dela. Você nunca me ouvirá dizendo algo bom da política.
Gostei bastante dos argumentos apresentados nos links abaixo. Mostram que a proibição dos estados sobre a produção e comércio de drogas é que sustenta o crime organizado (crimes "reais").
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http://spotniks.com/guerra-drogas-em-quadrinhos/-
http://spotniks.com/confira-o-que-esta-acontecendo-colorado-9-meses-apos-legalizacao-da-maconha/-
http://spotniks.com/como-legalizacao-da-maconha-colorado-esta-ajudando-falir-traficantes-mexicanos/Como eu disse, vivemos em uma sociedade de frouxos. Ainda assim, pode-se dizer que eu prejudiquei outras vidas de um jeito ou de outro no decorrer de minha vida. Um exemplo bem simples é o processo de seleção de qualquer emprego. Para ser aceito nas empresas pelas quais passei, alguém teve que perder uma oportunidade. Enquanto os recursos forem limitados (e sempre serão), apenas alguns os terão. Mas sim, o exemplo é deprimente, como se poderia esperar desta nossa sociedade de frouxos.
Sim, os recursos são escassos, inclusive o nosso tempo. Porém você usou um exemplo bem específico, o mercado de trabalho no capitalismo moderno, onde existe a divisão social do trabalho, apesar das interferências dos governos.
Recomendo esta rápida explicação sobre essa tal da "divisão social do trabalho" e do dinheiro do Walter Block:
https://www.youtube.com/watch?v=QFbHw7VsNlIResumindo, num mundo bem simplificado:
Por dia, a pessoa
sapateiro consegue fazer 8 sapatos, ou então 1 saco de milho, o mínimo para sua sobrevivência diária.
Por dia, a pessoa
fazendeiro consegue fazer 2 sapatos, ou então 2 sacos de milho.
Situação 01: O
sapateiro, por dia, tem 1 saco de milho. E o
fazendeiro, 1 saco de milho e 1 sapato.
Um dia eles se conhecem e combinam comercializar. O
sapateiro só faz sapatos (8) e o
fazendeiro só produz milho (2).
O
sapateiro, por exemplo, concorda em trocar 7 sapatos por 1 saco de milho com o
fazendeiro. Assim,
Situação 02: O
sapateiro, por dia, tem 1 saco de milho e 1 sapato. E o
fazendeiro, 1 saco de milho e 7 sapatos. Ambos tem mais recursos e estão mais felizes. Além do mais, um conflito entre o
sapateiro e o
fazendeiro diminuiria os recursos de ambos.
É a ideia fundamental no argumento de que o comércio internacional traz paz internacional.
edit: Não, quando uma pessoa
A consegue um emprego escasso,
A não "prejudicou" uma pessoa
B, que teria o emprego.
B nunca teve nenhum "direito" à tal emprego. O
patrão 01 deverá pagar o salário de
A através da venda do bem em questão (bem
Z) aos clientes. Digamos que o
patrão 01 prefere
A à
B, e calculou que se contratar
A, não pode mais contratar
B. Isso pq, provavelmente, considerando a performance de
B, o salário de
B, e o quanto os consumidores estão dispostos a pagar por
Z, o
patrão 01 levará prejuízo se contratar
A e
B. Isso significa que os consumidores desaprovam tal medida:
patrão 01 contratar
A e
B.
Deixando mais claro, se
patrão 01 contratasse
A e
B, no mínimo pra compensar o salário de
B, o
patrão 01 teria de cobrar mais pela venda de
Z. Pode ser que individualmente, os consumidores, depois de trabalhar e ter dinheiro em mãos, preferem gastar seu próprio dinheiro em
outras coisas*, resultando numa "menor compra" do bem
Z, resultando em prejuízo pro
patrão 01.
Enfim, nem
A nem o
patrão 01 tem culpa pelo não emprego de
B. Se
B quer culpar alguém, terá de culpar as decisões de centenas de milhares de consumidores espalhados pelo mundo. Se estas interações são voluntárias, não é justificável culpar tais pessoas.
*Essas "
outras coisas" pode complicar o raciocínio.
Digamos que o
patrão 01 contratou
A, gasta
G pra produzir
Z, que é vendido ao preço
P.
Seu lucro é
L1 = Z * P - G.
Exemplo 01: 10$ = 10 * 10$ - 90$.
Lucro 10$;
Z 10 unidades;
Preço 10$.
Gasto 90$.
Ao contratar
A e
B, a produção torna-se
Z+
z, sendo
z positivo. O gasto
G torna-se
G+
g, sendo
g positivo. O preço
P torna-se
P+
p, podendo
p ser negativo ou positivo.
Seu lucro é
L2 = (Z+z) * (P+p) - (G+g).
Exemplo 02: 21$ = (10+1) * (10+1)$ - (90+10)$.
Lucro 21$; z 1 unidades adicionais;
preço 1$ adicional; gasto 10$ adicionais.
Exemplo 03: 0$ = (10+1) * (10+0)$ - (90+20)$.
Lucro 0$; z 1 unidades adicionais;
preço 0$ adicional;
gasto 20$ adicionais.
Exemplo 04: -1$ = (10+1) * (10-1)$ - (90+10)$.
Lucro -1$; z 1 unidades adicionais;
preço -1$ adicional; gasto 10$ adicionais.
Exemplo 05: 8$ = (10+2) * (10-1)$ - (90+10)$.
Lucro 8$;
z 2 unidades adicionais; preço -1$ adicional; gasto 10$ adicionais.
No
exemplo 01, vamos considerar que a situação está em "equilíbrio". Todos que querem comprar
Z, no mínimo por 10$, conseguem comprar.
No exemplo 02, mais
Z são produzidos, e seu
preço aumenta. Digamos que parte do maior
gasto (
g, que vale
+10$) se dá numa maior compra de
M (por exemplo, madeira), um "bem complementar de produção não específico". É um bem que o
patrão 01 usa pra produzir
Z (por exemplo, cadeiras), e que o
patrão 02 também usa pra produzir
Y (por exemplo, portas), um outro bem, pra vender (de forma análoga a
Z). Uma maior compra de
M por parte do
patrão 01 força o
patrão 02 a ou
(1) oferecer um
maior preço pra comprar a
mesma quantidade de
M e produzir a
mesma quantidade de
Y, ou
(2) a pagar o
mesmo preço, mas
reduzir a compra de
M e
reduzir a produção de
Y. Em ambos os casos, seja para combater o
aumento dos gastos ou para se ajustar à
menor produção de
Y, o
patrão 02 deve ou
(1) reduzir salários** de alguns de seus empregados ou
(2) aumentar o preço de
Y. De uma forma ou de outra, a
mudança dos salários ou o
aumento do preço de
Y resultou em mudanças no comportamento dos consumidores. Neste
exemplo 02, tanto
Z quanto
Y subiram de preços, mas os consumidores, em geral, preferiram comprar
menos Y e comprar
mais Z.
No
exemplo 03, o
patrão 01 não lucra.
Produz mais,
gasta mais. Se compararmos com o
exemplo 02 acima, em geral, os consumidores também
diminuíram suas compras do Y, que agora é
mais caro, pra
comprar mais de Z, que permanece no
mesmo preço.
No
exemplo 04, o
patrão 01 teve prejuízo. Neste caso, comparando que o
exemplo 02 acima, os consumidores preferem retirar parte de sua verba que iria para
Z, e destina esta verba para
Y, que agora está
mais caro. Isso indica que o
patrão 01, para
não ir à falência, deve
diminuir sua produção de Z, talvez
não contratando ou
demitindo o
funcionário B,
diminuindo a compra e o preço de M. Assim, o
patrão 02 pode comprar
M por um
preço menor, e pode
produzir mais Y por um
preço menor. Desta forma, em geral, o que os consumidores economizam na compra de
Y é destinado à compra de
Z, que agora é
produzido em menor quantidade e está
mais caro - porém dá lucro ao
patrão 01.
Em outras palavras, graças às decisões dos consumidores, ele não deve contratar B. A culpa não é de A e nem do patrão 01, nem do Patrão 02.No
exemplo 05, serve a mesma análise do
exemplo 02, mas neste caso
Z ficou
mais barato, e não mais caro. A diferença é que algumas pessoas deixaram de comprar
Y, que está
mais caro, pra comprar
Z, que inclusive está mais barato.