Era uma vez, em uma cidade com 100 milhões de habitantes, pessoas comuns que víviam suas vidas comuns de forma comum, um lugar industrializado com uma população trabalhadora e amigável, mas certo dia uma crise começou a afetar este lugar, o desemprego aumentou, os recursos ficaram escassos, o sofrimento ficou insuportável. Foi quando um herói apareceu, com um discurso inspirador, este homem disse para aquele povo que eles eram um povo especial, fadados a ter um futuro próspero de felicidade e sucesso, este homem era o que aquele povo precisava, este homem revitalizou a nação. O povo passou a segui-lo, em apenas 3 anos o desemprego, que já passava de 10% foi extinguido, o país se tornou a potência mais poderosa da Terra, capaz de fazer frente a todos os gigantes em qualquer área, os culpados pela crise foram expulsos e punidos pelo sofrimento que haviam causado. O líder sofreu 48 atentados a sua vida, mas sobreviveu a todos sem mais problemas, ele realmente possuía a 'providência divina', sua nação começou a expandir, com táticas de guerra geniais o líder da nação conseguia derrotar 100 mil soldados com apenas 5 mil, vitória após vitória a nação prosperáva. Porém, este homem estava enfermo, ele possuía uma condição de saúde desde antes de chegar ao poder, e justamente quando lutava contra seu maior rival sua condição se agravou, ao ser forçado a se retirar do comando de guerra, sua nação começou a ser derrotada, e após esta trágica derrota sucumbiu a perda da guerra e ao colapso do ditador.
Este homem foi Adolf Hitler, ele conseguiu unir toda uma nação em tempo de crise, sua incrível retórica e discurso de ódio para com os judeus lhe permitiu chegar ao poder, acredita-se que seu regime levou a milhões de mortes de inocentes, além de tantos outros nas guerras que surgiram. Ele conseguiu transformar uma nação de 100 milhões de pessoas comuns em psicopatas assassinos.
É muito fácil fomentar um ódio contra algo ou contra um grupo utilizando puramente da sugestão, do discurso energético, pessoas a pouco estavam apenas descontentes com uma situação passam a sentir um ódio mortal para com outrem, principalmente em tempos de crise. Isso fica visível no ódio que muitas pessoas hoje estão sentindo pelo PT, dia 16/08 foi um show de horrores com muitos exemplos, o PT é sim um partido horrível, mas esse ódio chega até a ser religioso, basta pedir que uma destas pessoas expliquem o porque de odiarem tanto o PT, a resposta é apenas uma repetição vazia dos discursos de ódio dos líderes desses movimentos. A política brasileira virou um fla-flu de 'petralhas vs coxinhas', partindo de um ódio irracional que lembra muito o dos alemães para com os judeus. "Petralhas, a fonte de todo o mau do país".
O PT precisa sair? Acredito que sim, é um partido corrupto e ineficiente, bem como seus principais rivais do PMDB e PSDB, a lava-jato por exemplo também leva o nome das maiores referências destes partidos, Alckmin, Aécio e Cunha. Se for para fazer alguma mudança na política brasileira, é importante fazer direito, fazer questão de que as coisas mudem para melhor. Tirar a Dilma, mas nem Temer, nem Aécio, muito menos Kataguiri possuem a solução para crise, a Dilma sai e os problemas ficam. Sim, tem aquela velha história de que rotacionar o 'monstro' que está no poder ajuda para que nenhum monstro fique grande demais. Tentando resolver problemas nacionais usando do 'jeitinho brasileiro', ao invés de focar suas energiais em uma mudança realmente importante. Não é fácil retirar um presidente do poder, é um enorme desperdício gastar toda essa energia para uma mudança tão banal, visto que nenhum problema seria solucionado.
O problema da política brasileira é que as discussões são inflamadas de ódio e de poucos argumentos. O problema do governo brasileiro é que os candidatos são Aécio Neves e Dilma Rouseff, enquanto isso não mudar, o Brasil não vai para frente. Vamos aqui botar a mente para funcionar, se o povo brasileiro fosse obrigado a escolher que tipo de dieta teria que ter pelos próximos 4 anos, as opções sendo "1 - facas, 2 - vidro, 3 - espinhos, 4 - pedra", tendo que passar os próximos 4 anos comendo apenas isso, você consideraria isto uma democracia? Então porque eleições para presidente, chamamos de democracia quando temos que escolher entre o representante de um partido corrupto linkado com o narco-tráfico e a representante de outro partido corrupto que mal consegue completar uma sentença sem tropeçar? É importante em uma democracia que a população tenha algum controle sobre quem serão os candidatos, o que acontece hoje é que os candidatos são impostos a população, tendo esta que escolher entre candidatos que odeiam e que não lhes representam.
O problema da política brasileira é que que 70.1% dos membros da câmara dos deputados (360 dos 513 deputados federais), foram financiados por 10 empresas, sendo que os eleitos gastaram 11 vezes mais para serem vencerem as eleições, e o povo fica surpreso quando projetos como a Terceirização são aprovados. Só para informar aos desavisados, democracia é a soberania do povo, em uma democracia representativa o povo vota em pessoas que os representarão no poder, a partir do momento que o político não representa o povo, o momento em que a representatividade acaba, a democracia acaba, o poder se torna ilegítimo. Em poucas palavras, se o representante não representa o povo, NÃO é democracia. No Brasil (bem como nos EUA e em todos os lugares onde a plutocracia se disfarça de democracia), o que elege o político não são as propostas, a ideologia ou o carisma, mas o dinheiro de seus patrões, e estes não são o povo, mas sim 10 companias. - Texto interessante:
Congresso em FocoEm meio a confusão, com uma ansiedade latente, existem aqueles que tentam se aproveitar da situação, com um discurso de ódio colocam o povo contra o povo, tentam utilizar de um bode espiatório para tentar subir ao poder e tomar o lugar de seus 'adversários', mas os Messias de hoje não possuem nenhum Hjalmar Schacht por trás para salvar a economia. Enquanto isso, como em 1929, a crise se alastra, e o prospecto para o futuro é tão nebuloso quanto um campo de batalha.