Vamos falar sobre a maconha.

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Van

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Tópico criado em: 31/08/2015 às 21:33

Boa noite, amigos.

Ultimamente eu só tenho visitado comunidades de rpgmaker pra conversar com a galera mesmo. Confesso que meu ânimo pra trabalhar nessa enginezinha acaba se esvaindo cedo ou tarde.

De qualquer forma, pensei que seria legal trocar essa ideia com o pessoal daqui. Saber qual é a de cada um e tal, afinal, esse tema sempre dá o que falar.

Então vamos lá: drogas. Mas não qualquer droga, a maconha.
O que sabemos sobre a maconha? Uma droga "de boas", que causa certa dependência e bla bla bla.

O que vocês pensam sobre maconha? E por favor, nada de "Ah, a maconha causa isso isso isso isso e isso"! Quero a opinião de vocês!

Alguém aqui usa ou usou? Já teve contato com pessoas viciadas? É a favor ou contra a legalização? Acha que ela realmente traz mais aspectos negativos do que positivos para a vida das pessoas?

Um assunto que eu gosto de tratar: Maconha x Cigarro. Um é proibido, o outro é liberado. O que vocês acham disso?
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RedBit

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Resposta 1: 31/08/2015 às 22:54

Começando do final, o motivo pela criminalização da maioria das drogas é puramente cultural, sendo que o Brasil importou muitas proibições dos EUA, da mesma forma como a maior parte do mundo em especial no ocidente o fez. Quanto as proibições nos EUA em si, elas sempre tiverem um cunho racista, as drogas que por exemplo os negros e asiáticos utilizavam eram proibidas, sendo assim criada uma desculpa para hostilizá-los.

Ethan Nadelmann contou um pouco da história da criminalização de drogas nos EUA (apenas para quem entende inglês):
Big Think - Ethan Nadelmann



Nunca usei, amigos meus já usaram, eles eram 'de boas' :)

Todos os estudos, estatísticas ao redor do mundo em lugares onde as drogas foram legalizadas demostram que não existe aumento, tampouco redução em relação ao uso destas drogas, então este aspecto negativo que é muito utilizado contra a legalização é fantasioso, é claro que os efeitos da legalização no Brasil seriam diferentes da legalização em Portugal por exemplo (onde todas as drogas foram legalizadas) ou mesmo do Uruguai (um país pequeno com ótima qualidade de vida que faz fronteira com o Sul do Brasil), mas se devemos analizar os dados de forma racional, as chances de aumentar o uso são as mesmas de diminuir, onde quase certamente nenhum dos dois ocorrerá.

Quanto aos aspectos positivos da legalização, drogas vindas do tráfico não passam por nenhum teste de qualidade, além de financiarem criminosos pesados, portanto a legalização causaria danos enormes ao crime organizado, como comprovado em todos os lugares onde ela foi aprovada. Outro aspecto é o da guerra contra as drogas, que custa milhões (talvez bilhões, posso checar isso depois se houver necessidade) dos cofres públicos além do recurso humano, os policiais que estão trabalhando na área do combate ao tráfico não estão trabalhando em outras áreas, a legalização permitiria um uso mais efetivo dos recursos públicos. Por último o custo em vidas, a luta contra o tráfico é uma guerra, policiais morrem, civis morrem, traficantes morrem, além da violência social a qual a população especialmente das favelas é submetida diariamente nesta guerra, o medo é uma forma de violência, enquanto a comunidade das favelas, em sua maior parte formada da população negra, tem mais medo da UPP do que de traficante.

Não vamos esquecer ainda de escândalos como o helicóptero de Gustavo Perrella, encontrado em 2013 com 450kg de cocaína, caso ligado inclusive a Aécio Neves e Geraldo Alckmin, o dinheiro que financia o tráfico não vem de bandido de chinelo, vem de bandido de terno e gravata. A proibição favorece o tráfico, por isso quem mais lucra, sujeitos escondidos entre os 'defensores dos bons costumes' é contra a legalização.



Vindo do outro lado, os estudos do Dr. Gabor Maté, expert na área de 'vícios, estresse e desenvolvimento infantil', demostra que a maior parte dos vídios não possuem origem química, mas sim emocional, existem pessoas que são viciadas em maconha da mesma forma que existem pessoas visiadas em fazer compras. O uso excessivo de drogas (incluindo lícitas como o álcool), apostas, compras, comida, dentre outros, são uma forma do indivíduo fugir de um sofrimento emocional constante, o vício químico presente em alguns destes itens (o que não é o caso da maconha) é apenas uma parte disso, diria até que pequena parte disto. Ao invés de tentar focar nos sintomas da doença, porque não focar na origem do problema em si. Gabor conta que todos os viciados que encontrou sofreram algum tipo de violência durante sua infância, seja violência sexual, física ou emocional. Ele cita estudos que demostram que o sofrimento emocional é tratado de forma equivalente pelo cérebro ao sofrimento físico, bem como as formas de tentar compensar por este sofrimento, muitos viciados estão na verdade se auto-medicando contra a depressão, o uso de drogas produz um aumento enorme de dopamina no cérebro, que funciona como um anestésico.

Para mais, basta assistir o vídeo a seguir com legendas em português:
Vícios e Tratamento

Le_kageito

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Resposta 2: 01/09/2015 às 09:01

 :será: é bem por aí,muitas pessoas jovens(ou adolecsentes,como quiser chamar) como eu tentam refugar suas mágoas sobre algum vício,e até começam a agir estranho(não é o meu caso) e ninguem sabe o por quê.
certamente como postou,a legalização iria trazer muitos problemas pro nosso país(mas do que já temos)
Os melhore heróis não usam capas ou uniformes.
eles usam o coração.

RedBit

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Resposta 3: 01/09/2015 às 14:06

Eu postei o contrário, a legalização traria menos problemas para o país.

- O uso não diminuiria, mas também não aumentaria.
- Para aqueles que decidirem usar, o produto seria regularizado, sendo muito mais seguro para o consumidor.
- Os danos econômicos ao crime organizado seriam inestimáveis.
- Acabaria com a guerra contra as drogas, abrindo espaço para projetos de concientização dos malefícios das drogas.
- A violência para com uma comunidade negra e pobre das favelas diminuiria muito com a saída das UPPs das favelas, mesmo o cidadão trabalhador tem medo das UPPs.
- O número de mortos relacionados ao consumo de drogas desabaria, em especial a população negra que é de longe a mais perseguida. Quando um negro pobre é encontrado com 100 gramas de droga ele é chamado de traficante, quando o branco rico é encontrado com 50 kilos de droga ele é o jovem que precisa de tratamento.
- As forças policiais sendo utilizadas na guerra as drogas seria utilizada em outras áreas onde existe um enorme deficit, como a segurança pública.
- A lotação das cadeias reduziria enormemente, visto que uma grande parcela dos presidiários foram presos relacionados ao consumo de entorpecentes, especialmente negros.
- Os recursos públicos (as dilminhas) seriam redirecionados para áreas como saúde e educação. Bilhões de reais para serem investidos na infraestrutura do país.

Eu realmente não consigo encontrar um ponto negativo em relação a legalização das drogas, em especial da maconha. Lembrando que eu não utilizo e sou contra o uso, os danos auto infligidos pelas drogas são terríveis, mas entendi através de estudos e estatísticas que a criminalização é a pior forma de tentar combater o problema, até porque o usuário utiliza a droga por problemas emocionais, a proibição não impedirá o uso de quem só consegue sentir conforto de seu sofrimento ao fazer uso dos entorpecentes, prender usuários de drogas é punir vítimas de abuso por serem abusadas em primeiro lugar. A criminalização das drogas não nos leva a nada, é preciso concientizar o usuário, não puni-lo, é preciso atacar a raíz dos problemas, ajudá-los em relação aos abusos que sofreu (violência física, emocional, sexual, negligência, seja o que for), não jogá-los em uma prisão. A criminalização das drogas possui um cunho racial, enquanto a guerra ao narco-tráfico persegue principalmente a população negra, isso precisa acabar.

Van

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Resposta 4: 01/09/2015 às 16:12

RedBit, o problema da legalização de qualquer droga (inclusive remédios, cigarro e café) é a falta de conscientização dos efeitos a curto e longo prazo. As pessoas simplesmente não sabem, cara.

A gente deu um passo em relação a isso lá nos anos 60 e desde então as consequências do tabaco realmente tão sendo divulgadas a torto e a direito, beleza, mas tem tanta coisa por aí. Como eu disse, café é uma droga e as pessoas nem se dão conta que podem desenvolver arritmia ao longo de uma vida abastecida de cafezinhos da tarde.
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RedBit

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Resposta 5: 01/09/2015 às 16:38

Justamente, por causa da criminalização fica muito difícil de se discutir sobre o uso de drogas sem criminalizar o indivíduo que a utiliza. Em todos os lugares onde drogas foram legalizadas, o número de usuários que foram buscar tratamento para combater o vício aumentou exponencialmente, isso por causa da mudança na forma como o usuário se vê e é visto pela sociedade, de um rebelde, criminoso, passa a ser visto como alguém que possui uma doença e precisa de ajuda. Como o Dr. Gabor explicou muito bem no vídeo que eu passei, é importante tratar o viciado como um ser humano que precisa de ajuda, ao invés de puni-lo como é feito hoje em dia, o próprio usuário fica mais propício a buscar tratamento. Muitos começam a utilizar drogas como uma forma de rebeldia para com a sociedade, muitos querem ser vistos como o rebelde, mas ninguém quer ser visto como o doente.

Em relação a conscientização em si, a guerra contra as drogas custa caro, são em torno de 30 mil ao ano para manter um criminoso na cadeia, sendo que muitos estão lá por terem sido pegos portando drogas, isso custa bilhões aos cofres públicos apenas para manter pessoas doentes na cadeia, o que visivelmente apenas piora a situação, já que como mencionado anteriormente a razão para se utilizar drogas em primeiro lugar vem de instabilidade emocional. Ao invés de gastar todo esse dinheiro para punir o usuário de drogas e combater o narco-tráfico, uma batalha que vai de mal a pior em todo lugar onde existe a criminalização, esse dinheiro deveria de ser usado para projetos de conscientização e tratamento dos doentes, essa é a única forma de avançar na luta contra as drogas.

Van

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Resposta 6: 05/09/2015 às 02:56

Concordo contigo em basicamente tudo. Só queria adicionar que (principalmente na América do Sul) os espaços nos presídios já acabaram, né. Não tem mais condição de prender gente.

Poxa, queria gente que discordasse. Sem querer confusão não, mesmo, só achei que fosse ter haha
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RedBit

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Resposta 7: 05/09/2015 às 09:41

No youtube e facebook você acha vários, mas não adianta de nada porque discordam sem argumentação alguma, são do contra simplesmente pelo 'achismo', na maioria das vezes inflamado pelo 'discurso em defesa da família e dos bons costumes'.

O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, que aliás acabou de visitar o Brasil, enquanto presidente iniciou algo que ele chama de experimento, com a legalização (regulação) da maconha no país. Segundo ele, passaram muito tempo tentando combater o narco-tráfico através da criminalização, porém a situação apenas piorava, o que se reflete em toda a América Latina, portanto iniciou o projeto que fornece uma pequena quantidade de maconha mensalmente na farmácia para os registrados, aos usuários que não se contentam com apenas aquela quantidade, descobrem então que este é o usuário que mais necessita de ajuda, porém para ser capaz de identificá-los é necessário tirá-los do sub-mundo da ilegalidade, por isso o projeto. Enquanto isso aqui no Brasil o discurso continua de que é melhor prender do que educar.

Nandikki

Resposta 8: 05/09/2015 às 10:42

Se for para uso medicinal, que seja legal.

Se for para uso de diversão, que seja ilegal a venda, o empréstimo, o aluguel ou o que for. O traficante deve ser considerado criminoso, do mesmo nível de um assassino aliás, pois ele acaba por levar as pessoas à morte. Um usuário de maconha deve ser tratado como paciente, como alguém doente e viciado, haja vista que necessita daquela substância para ver interesse na vida.

"Cada um deve usar o que quiser".

Não, não é verdade. Na medida em que vivemos em uma sociedade e o bem estar coletivo deve ser garantido, não devemos usar coisas que possam interferir diretamente no bem estar do outro. O cigarro, a maconha, a bebida alcoólica, portanto, devem ser produtos ilegais. Esses produtos mexem com o estado psicológico das pessoas, de uma forma negativa, então não tem muito o que se discutir. O uso dessas coisas não é bom, e pronto. Se fosse bom nem haveria essa discussão toda, aliás.



RedBit

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Resposta 9: 05/09/2015 às 11:24

O traficante deve ser considerado criminoso
Sim, mas ninguém aqui está tentando defender o narco-tráfico, um dos principais focos da legalização é combatê-lo. A criminalização tem se mostrado como a forma mais ineficáz de se combater o tráfico de drogas.

Um usuário de maconha deve ser tratado como paciente, como alguém doente e viciado
E nisso a criminalização não ajuda em nada. As drogas são uma praga que assola a população, e enquanto os usuários forem mantidos no submundo não haverá chance alguma de o tratamento. Com a criminalização, os recursos que deveríam de ser investidos na criação clínicas de tratamento, são utilizados para criar prisões para os doentes.

O cigarro, a maconha, a bebida alcoólica, portanto, devem ser produtos ilegais.
Pois é, tentaram criminalizar o álcool nos EUA, o resultado foi Al Capone. Se a história nos vale de exemplo, e não vejo um universo que não valha, ser a favor da ilegalização é o mesmo que ser à favor dos traficantes.



O mais importante ao discutir medidas sociais é analizar os impactos que estas medidas terão na sociedade, direta ou indiretamente, a curto e a longo prazo. O maior vício de nossa sociedade é o consumismo, algo crescente com a globalização, fazendo com que pessoas só encontrem interesse na vida nas coisas que não possuem, e assim que adquirem já não desejam mais, desejam agora outra coisa, o resultado é uma vida de estresse e depressão. Este sim é o principal vício que devemos combater para termos uma sociedade saudável e feliz.

Nandikki

Resposta 10: 05/09/2015 às 11:57

Citar
Pois é, tentaram criminalizar o álcool nos EUA, o resultado foi Al Capone. Se a história nos vale de exemplo, e não vejo um universo que não valha, ser a favor da ilegalização é o mesmo que ser à favor dos traficantes.

Eu sou a favor da ilegalização e não sou a favor dos traficantes. Eu não propus medidas de contenção ou de educação e nem nenhuma medida, eu expus a minha opinião e não uma medida social/política. Os produtos que eu citei devem ser considerados ilegais; os traficantes devem ser considerados criminosos; os usuários devem ser considerados viciados.

O que fazer para então prender os traficantes, ilegalizar esses produtos e ajudar os viciados? Eu não sei.

Geraldo de Rívia

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Resposta 11: 05/09/2015 às 12:00

[...]
Não, não é verdade. Na medida em que vivemos em uma sociedade e o bem estar coletivo deve ser garantido, não devemos usar coisas que possam interferir diretamente no bem estar do outro. O cigarro, a maconha, a bebida alcoólica, portanto, devem ser produtos ilegais. Esses produtos mexem com o estado psicológico das pessoas, de uma forma negativa, então não tem muito o que se discutir. O uso dessas coisas não é bom, e pronto. Se fosse bom nem haveria essa discussão toda, aliás.
[...]

Resumidamente, é o que penso. Eu não procuro me aprofundar nesse assunto,
mas se realmente existe usos benéficos, que sejam feitos sob tutela judicial,
seja para tratamento, pesquisas, whatever. E mais do que manter como está,
seria ilegalizar o álcool e o cigarro também, que na minha opinião faz tão mal
quanto, se não mais, visto que por não ser proibido é de muito mais fácil acesso
à população (que não sei porque raios de motivos consegue ingerir algo que sabe
que só faz mal).

RedBit

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Resposta 12: 05/09/2015 às 13:33 - Última modificação por RedBit em 05/09/2015 às 13:38

E mais do que manter como está,
seria ilegalizar o álcool e o cigarro também, que na minha opinião faz tão mal
quanto, se não mais, visto que por não ser proibido é de muito mais fácil acesso
à população (que não sei porque raios de motivos consegue ingerir algo que sabe
que só faz mal).

Para começar porque não é algo que "só faz mal", as drogas possuem efeitos imediatos de prazer, pessoas equilibradas por exemplo utilizam drogas sem desenvolver dependência. É muito fácil para pessoas com educação social compreender os danos a longo prazo provocados pelas drogas, mas esse não é o caso para toda uma comunidade maltratada pela pobreza, racismo e violência. O uso das drogas acaba sendo para muitas pessoas a única forma de "fugir" dos problemas sociais e pessoais presentes em seu cotidiano. A criminalização torna o trabalho de conscientização ainda mais difícil.

Junto a isso, quanto as drogas lícitas você tem todo um mercado que faz fortuna em cima delas, o cigarro por exemplo, antigamente se fazia até publicidade infantil (algo que muitos reclamaram no ENEM de ser um assunto banal), vendia-se por exemplo os cigarrinhos de chocolate para começar a trabalhar o psicológico das crianças para fazer o uso da droga, enquanto todos os malefícios eram escondidos ao público, hoje em dia com o desaparecimento das propagandas em relação ao fumo e um trabalho de levar ao público as consequências do cigarro, houve uma queda enorme no número de pessoas que começaram a fumar nesta geração. O problema por outro lado continua em relação ao álcool, onde propaganda de marca de cerveja na televisão é o que não falta, o usuário sendo portado sempre como pegador de modelos avantajadas. Olavo de Carvalho por exemplo continua a fazer um desserviço social enorme nessa área, afirmando que o cigarro não faz mal, que o cigarro na verdade torna as pessoas mais inteligentes, e que tudo é uma conspiração do governo para fazer com que as pessoas parem de fumar e parem de pensar, e tem um monte de gente que segue ferronhamente as imbecilidades que este sujeito fala, até comprar os livros da criatura compram.

O modelo social de pessoas que 'vivem para trabalhar e consumir', possui uma relação direta com o uso de drogas, que vem para substituir as relações pessoais, lembrando que o cérebro não faz distinção entre o afeto de um amigo e uma injeção na veia. O cérebro necessita desses estimulos, se não encontrar nas relações interpessoais, encontrará nas drogas. Se quisermos fazer um paralelo das drogas, podemos pegar por exemplo o fast food, o refrigerante que tantos aqui (eu incluso) consomem, nós sabemos dos efeitos nocivos que isso causa, mas fazemos a troca dos danos a saúde prolongados por um prazer momentâneo. Pois as drogas produzem um nível de prazer dezenas (certas drogas centenas) de vezes superior ao do fast food, ainda assim possuímos tanta dificuldade de nos livrar de nossas práticas quanto um drogado de se livrar das drogas.

Somos uma sociedade doente, buscamos um estilo de vida fútil de procurar prazeres fúteis em coisas fúteis, ao mesmo tempo que excluímos de nossos meios sociais qualquer pessoas que fuja de nossos padrões, o popular é o jovem de roupa de marca, que chega na festa de carro importado, compra a bebida que pisca e usa da 'balinha' para curtir mais a festa. O padrão de vida idealizado é o do empresário com roupa da Gucci, helicóptero e acessórios de ouro. Este já não é mais apenas o sonho da classe média, até na comunidade só se ouve o chamado Funk Ostentação. Se nós excluímos das nossas festas, do nosso convívio social aquelas pessoas que não se vestem como nós, que não bebem como nós, que não 'aproveitam' a vida como nós, nessa cultura o que não faz sentido é não usar drogas, é não ingerir algo que sabemos que possuem consequências desastrosas.

O pior é que com a instabilidade da política nacional, o que mais se tem é neoliberalista exaltando o padrão de vida americano, do desenvolvimento econômico através do ultra consumismo, do 'Ter bens e não Ser feliz'.

Nandikki

Resposta 13: 05/09/2015 às 13:35 - Última modificação por Nandikki em 05/09/2015 às 13:43

Citar
Somos uma sociedade doente, buscamos um estilo de vida fútil de procurar prazeres fúteis em coisas fúteis

Quem disse? Você? Quem está apto para definir o que é e o que não é fútil?            :P

Makers

Resposta 14: 05/09/2015 às 19:13

 Não curto muito tópicos de debates. Se lá. Acho melhor conversar ou discutir pessoalmente, é melhor. Mas enfim, darei minha rápida opinião.

 Acho que legalizar uma droga como a maconha, seria um tanto, errado. Não irei falar o que ela causa, até por que nunca procurei saber tudo. Mas acho que como sendo uma droga, que causa dependência, liberar o uso só aumentaria o número de usuários.
 Nunca usei droga ou bebida alcoólica na vida. Não sei como é estar em uma dependência, e se é "controlável". Porém, no meu ponto de vista, aquilo que causa um vício e que pode levar há alguns problemas de saúde e de relacionamento familiar, não é algo bom ou que da pra deixar passar.

 Na minha família, tenho um caso de um primo mais distante, que usou drogas. O rapaz vendeu tudo que tinha e o que não tinha, só pra comprar maconha. A vida dele e da família, ficou completamente abalada. Sei que o caso dele pode ser considerado por alguns como, " pessoa fraca, não aguenta o vício". Imagino sim, que haja pessoas que usam a droga mas não saem vendendo tudo pelo vício. Mas levemos em consideração que não são todos que pensam e são assim. Resumindo então. Eu sou contra. Sobre a questão de uso médico... acho que sim, porém, que haja um controle onde o usuário do remédio ou da droga não pegue dependência.

 Cigarro? Acho que o que falei acima, serve pra ele. Meu avô é fumante desde os 8 anos de idade. Ele só não está morto, pois demos conselhos a ele. Mas já ví casos onde a pessoa fica presa a aparelhos de oxigênio e não consegue nem ir ao banheiro. Dai você vem e me diz ( não é ninguém aqui não tá xD ), " - Ah, eu uso o que eu quiser. ". Se uma pessoa usa "drogas" ou consome algo, que está ciente que não a fará bem, por que usar? A sociedade está precisando de um senso comum, para saber destinar o "bom" do "ruim".

Acho que me alonguei demais. Espero não ver brigas aqui :)
Prazer, Terror dos Modinha