Separatismo: Grão-Pará X Brasil.

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Nandikki

Tópico criado em: 26/10/2015 às 12:05 - Última modificação por Nandikki em 26/10/2015 às 12:12

Eai pessoal,

Pouco antes do ENEM, um reboliço começou a rolar em algumas das principais escolas de Belém (capital do Pará) sobre a Cabanagem. Pra quem não estuda não sabe, a Cabanagem foi um movimento que aconteceu aqui com a finalidade de separar o Grão-Pará do Brasil (e conseguiram por um breve momento).

Quando o Brasil se tornou "independente" de Portugal alguns estados não aderiram ao novo país, entre eles o Grão-Pará. Os cabanos se armaram e tomaram o governo, a constituição foi criada e o novo país foi criado. Tempo depois um navio Carioca apareceu no porto de Salinas (principal balneário do estado) e mandou uma mensagem dizendo que cerca de mil navios iriam afundar a cidade se não se juntassem ao Brasil.

Sem outra escolha, o governo Grão-Paraense se juntou ao Brasil, e por isso nossa estrela fica separada na bandeira.

Entretanto, além de maligno e covarde, o Brasil mentiu. Após aderirmos à independência do país, foi revelado que havia apenas um navio contra Belém. A verdade é, que se houvesse uma batalha, o Brasil perderia miseravelmente, e hoje o Grão-Pará seria um dos maiores países da América, perdendo apenas pro Canadá e pros Estados Unidos. Belém já era, aliás, a maior cidade da América e a segunda maior do mundo. - Todos os professores de História que eu já tive.

Esse assunto veio a tona aqui na cidade e não é difícil encontrar alguém revoltado com o Brasil e a favor do separatismo. E vocês (que aliás tanto falam em se separar), o que acham?

Lembrando que o Pará é hoje o único estado sem recessão (mesmo com as leis absurdas que nos proíbem colhermos impostos dos minérios que arrancam daqui).

Rhit

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Resposta 1: 26/10/2015 às 13:38

Pela forma que escreveu o texto, parece ser a favor do separatismo... Se sim, porquê? Nunca tive a oportunidade de perguntar :D

Não estou muito inteirado no assunto, pois não levei muito a sério o reboliço sobre o "separatismo".
De qualquer forma, não vejo possibilidade disso acontecer.

Minha forma de pensar, como ex-militar é que não existe como um estado se separar de uma nação em um conflito ou revolta armada, apenas se for financiado por outra nação, devido a legislação do Exército que regulariza isso, de forma que o povo não esteja ao alcance de igualar a força com o Exército, se não me engano tais medidas foram tomadas após a 2ª Guerra (carece de fontes, não lembro direito quando) exatamente para tornar inviável revoltas no território nacional.

E se, por meio de política conseguirem se separar,penso que estarão sujeitos a muitos acordos e tratados com o Brasil para isso, o que acabaria empobrecendo muito o " Novo Grão-Pará"

Me corrija se estou errado, é apenas a forma que penso do assunto.
Um forte abraço!

Geraldo de Rívia

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Resposta 2: 26/10/2015 às 13:45

Sei lá, é muito relativo. Se formos trabalhar com hipóteses, Paraguai poderia ser de longe uma potência
maior que os EUA, se não fosse a Guerra do Paraguai. Mas se não fosse essa guerra, o que teria acontecido
depois?
É difícil trabalhar com realidades alternativas, vez que um conflito desse tamanho vai afetar tudo sucessivamente.
Se Cabanagem tivesse obtido êxito, Canudos poderia seguir o mesmo caminho, e uma outra que houve no sul lá.
Mas eu acho que se o Pará tivesse mesmo se separado, estaria mais pra uma Guiana do que pra uma potência
da vida.

Nandikki

Resposta 3: 26/10/2015 às 13:57 - Última modificação por Nandikki em 26/10/2015 às 14:00

Pela forma que escreveu o texto, parece ser a favor do separatismo... Se sim, porquê? Nunca tive a oportunidade de perguntar :D

Porque eu detesto vocês Brasileiros corruptos e mentirosos. É mais uma questão cultural do que racional. Eu não gosto do Rio de Janeiro e a maioria dos meus amigos também não (justamente por isso). Fora que nasci na parte da cidade chamada Cabanagem, então cresci envolto dessa questão.

Sobre o apoio de outra nação, se não me engano, os cabanos estavam a ter apoio dos Portugueses ou Franceses. Tanto que existe o título príncipe do Grão-Pará (que será o segundo filho de D. Luiz de Orleans e Bragança - atual chefe da casa Imperial do Brasil).

Sei lá, é muito relativo. Se formos trabalhar com hipóteses, Paraguai poderia ser de longe uma potência
maior que os EUA, se não fosse a Guerra do Paraguai. Mas se não fosse essa guerra, o que teria acontecido
depois?
É difícil trabalhar com realidades alternativas, vez que um conflito desse tamanho vai afetar tudo sucessivamente.
Se Cabanagem tivesse obtido êxito, Canudos poderia seguir o mesmo caminho, e uma outra que houve no sul lá.
Mas eu acho que se o Pará tivesse mesmo se separado, estaria mais pra uma Guiana do que pra uma potência
da vida.


Não precisamos exportar nada, temos água e vento e um sol de lascar (energia), minério, alimentos, a amazônia etc.

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Resposta 4: 26/10/2015 às 14:22

Porque eu detesto vocês Brasileiros corruptos e mentirosos. É mais uma questão cultural do que racional. Eu não gosto do Rio de Janeiro e a maioria dos meus amigos também não (justamente por isso). Fora que nasci na parte da cidade chamada Cabanagem, então cresci envolto dessa questão.
Então é como eu suspeitava, apenas uma opinião de massas, sem fundamentos? Simplesmente por "não gostar"?

Lógico, isso já é motivo de se iniciar uma guerra, mas não de conseguir apoio para a mesma de outros países.
Antigamente as coisas não eram tão complicadas como hoje, a política mundial é muito "pesada".

Conflitos banais, sem motivações sólidas, são vistos apenas como destruição da paz mundial, e a ONU deixa claro que a paz é uma das coisas que lutam para assegurar no mundo (sim é um pouco de baboseira, mas é verdade).
Um "estado" iniciar um conflito, contra outro sem motivações fortes, apenas vai fazer com que a ONU intervenha e cesse o conflito, em teoria "ferrando de vez" o inciador de tal, para que o mesmo nunca mais pense em iniciá-lo novamente.

Sobre o apoio de outra nação, se não me engano, os cabanos estavam a ter apoio dos Portugueses ou Franceses. Tanto que existe o título príncipe do Grão-Pará (que será o segundo filho de D. Luiz de Orleans e Bragança - atual chefe da casa Imperial do Brasil).

Apoio e financiamentos são coisas diferentes quando tratamos de conflitos armados.
Geralmente apoio é coisa do tipo "Eu apoio vocês, se vocês derem seus pulos e conseguirem vencer, poderão fazer tal, tal coisa com minha nação"
Financiamento como o nome diz é "Tomem essas armas depois vocês me pagam com juros enormes que iniciará sua nação com uma enorme dívida para lhes deixar na minhã mão" hue
E creio que hoje em dia, nenhum país financia mais guerras, pela forte pressão que a ONU exerce no mundo.

Não precisamos exportar nada, temos água e vento e um sol de lascar (energia), minério, alimentos, a amazônia etc.

Bem, se fosse tão simples o povo ai já tinha se rebelado ...

A exportação é necessária pra que qualquer país cresça, um pais que não exporta, não é necessário para o resto do mundo entende... Logo não consegue investimento de nenhum outro, a menos que possua um forte cultura ou turismo, mas isso não vem ao caso.
E a importação é manutenida pelo Brasil, deixando claro que se um "estado" que possua um porto, se separa de sua nação, não quer dizer que ele vai simplesmente poder mandar seus barquinhos lá buscar e trocar mercadorias, não é simples assim.
As taxas negociadas com o Brasil, é com o Brasil em si, os países que tem livre comércio com o Brasil, é com o Brasil em si.

Ao meu ver seria impossível estipular boas taxas de comércio co outros países, pelo motivo que disse anteriormente da pressão da ONU.

Lembrando que tudo oque digo, é de minha opinião, baseado em minha paixão por guerras e suas políticas huehuehue

Nandikki

Resposta 5: 26/10/2015 às 14:56

Sim, não é nada racional. Mas há os argumentos que alguns políticos locais usam, que são bem racionais. Começando pelo federalismo, que ferrou com a gente de vez, mas o tópico não tem esse intuito, é só pra ficarmos na base de opinião mesmo. ^.^

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Resposta 6: 26/10/2015 às 15:05

Eu prefiro que o Brasil melhorasse ao todo sabe, para cada cantinho dele e cada um de seus filhos, infelizmente,tenho vergonha de ser fraco assim, mas já perdi a esperança com a política brasileira.

Quem sabe um dia, todos nós possamos ser tão "patriotas" como as propagandas e filmes americanos :(

Hudell

Resposta 7: 26/10/2015 às 15:17

O Brasil é um país grande demais. Possivelmente algumas regiões dele seriam melhores hoje em dia se estivessem separadas, enquanto que outras estariam piores. Mas não se separaram e somos todos membros de um país só, então deveríamos todos nos ajudar a crescer juntos.
Confira meu jogo inspirado na série Harvest Moon:
Fantasy Farming - Orange Season

Gabriel

Resposta 8: 26/10/2015 às 19:18

Andei lendo os argumentos dos envolvidos aqui e confesso que estou admirado com certas calamidades. Entretanto, levando em consideração o atual rumo político em nosso país, me faz nem discordar e nem concordar, muito pelo contrário!


Danka

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Resposta 9: 26/10/2015 às 19:22 - Última modificação por Danka em 26/10/2015 às 19:25

Separatismo é uma ideia pobre, tanto no sul quanto no norte.
Conheço o Pará, já morei em Bragança, Belém, Bacuriteua, estudei em uma das maiores escolas de Bragança e posso dizer que, se o "Grão-Pará" existisse, a Amazônia ia ser tão minúscula quanto o resto de floresta atlântica que existe no Brasil.

Edit: Nos rios daí tem petróleo, mas, como iriam refinar? Como iriam pelos menos coleta-lo? Não ache que um país não precisa fazer exportações, a não ser que fosse um país isolado do mundo. (de volta as cavernas)
...

Strato

Resposta 10: 26/10/2015 às 19:39

Movimentos de secessão estão em alta ultimamente, mas nem é isso que quero comentar.

A verdade é que se os estados do Brasil fossem países, eles estariam em condições melhores e mais competitiva. Quanto maior é o estado, menos eficiente ele é. E indiferente de Grão-Pará, se houvesse uma política econômica liberal o pais estaria em um contexto bem melhor, nem precisaria estar necessariamente seccionado para isso.
Gifts: Mistyrol | [

thi

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  • Thibra
Resposta 11: 20/12/2015 às 19:09

Sou à favor de todas as secessões.
A verdade é muito simples: a separação de portugal foi uma secessão. Não tem como você ser contra a secessão dos estados sem ser contra a secessão de portugal.

É incoerente ser à favor de uma e contra a outra.
Se o motivo arbitrário escolhido é distância, bem, os estados do sul estão longe dos do norte.

E o motivo de ser à favor da secessão é que ser contra é injustificável. Você quer dizer que as pessoas que querem se separar são inferiores e podem ser massacradas, como gado, caso não aceite as ordens "da união".

Finalmente, economicamente, não há nada de ruim na secessão. Individualismo não implica em isolacionismo. Se o novo país adotar medidas comerciais mais livres, tem todo o resto do mundo para comercializar, um potencial ridiculamente maior do que ficar dentro das cercas da união.